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Rodovia Waldir Canevari: placas informam que veículos pesados são proibidos no trecho

Caminhões têm passado pelo local, que é utilizado como rota alternativa por conta da interdição na ponte da Fábio Talarico
Rodovia Waldir Canevari
Caminhões têm passado pelo local, que é utilizado como rota alternativa por conta da interdição na ponte da Fábio Talarico

Caminhões têm passado pelo local, que é utilizado como rota alternativa por conta da interdição na ponte da Fábio Talarico

Um acidente trágico envolvendo um ônibus e um caminhão resultou na morte de 12 estudantes universitários em São Joaquim da Barra. O acidente ocorreu próximo à saída da vicinal Valdir Canevari, Rodovia Waldir Canevari, em Nuporanga, onde há placas laranjas indicando a proibição da passagem de veículos pesados.

Apesar da sinalização, Rodovia Waldir Canevari, muitos caminhões continuam utilizando essa via. Luciano Pelin, assessor de serviços urbanos de Nuporanga, explicou que o município enfrenta dificuldades para fiscalizar o tráfego de veículos pesados, pois não possui efetivo suficiente para essa função. O Departamento de Rodovias do Estado de São Paulo (DRC) chegou a disponibilizar fiscalização por 24 horas, mas depois retirou o serviço. Atualmente, o único impedimento para veículos pesados está na rodovia Fábio Talarico, entre Franca e São José da Bela Vista.

O ônibus envolvido no acidente saiu de Franca com destino a São Joaquim da Barra. Devido a obras na rodovia Fábio Talarico, Rodovia Waldir Canevari, o motorista utilizou um desvio pela vicinal Valdir Canevari. A batida ocorreu entre São José da Bela Vista e Nuporanga, em um trecho onde o trânsito de veículos pesados é proibido. O desvio oficial indicado pelo DRC é pelas rodovias estaduais Cândido Portinari e Altinápolis, mas essa rota aumenta o percurso em quase 50 quilômetros.

A necessidade do desvio decorre da interdição da ponte sobre o rio Salgado, na rodovia Fábio Talarico, desde novembro do ano passado, após a detecção de fissuras em pilares. As obras para recuperação da ponte ainda não começaram. Segundo informações do DRC, o processo licitatório para escolha da empresa responsável pela obra está previsto para março, e a conclusão dos trabalhos deve levar cerca de seis meses. Enquanto isso, os desvios permanecem, e as vicinais têm sido usadas por veículos pesados que buscam economizar tempo e combustível.

Na cidade de Ribeirão Corrente, outra rota alternativa tem sido utilizada por veículos pesados que acessam a rodovia Anhanguera sentido Franca. Marcelo Donizete Bertanha, secretário de obras de Ribeirão Corrente, relatou preocupação com o tráfego de caminhões dentro da cidade, que tem causado danos às vias e problemas de velocidade próximos a áreas de lazer, como a pista de caminhada recentemente inaugurada. Ele alertou para o risco de acidentes e destacou a necessidade de responsabilidade ao conduzir veículos pesados, ressaltando que existem locais específicos para esse tipo de tráfego.

Fiscalização insuficiente nas vicinais

O município de Nuporanga não possui efetivo para fiscalizar o trânsito de veículos pesados nas vicinais, e o DRC retirou a fiscalização após 24 horas de atuação.

Desvios e obras na ponte interditada: A ponte sobre o rio Salgado está interditada desde novembro devido a fissuras, e as obras para recuperação ainda não começaram, com previsão de licitação para março e conclusão em seis meses.

Rota alternativa aumenta percurso: O desvio oficial indicado pelo DRC aumenta o trajeto em quase 50 quilômetros, levando motoristas a optarem por vicinais proibidas para veículos pesados.

Preocupação com segurança em Ribeirão Corrente: O tráfego de caminhões dentro da cidade tem causado danos às vias e riscos de acidentes, especialmente em áreas próximas a espaços públicos de lazer.

Entenda melhor

O acidente fatal ocorreu em uma vicinal onde veículos pesados são proibidos, mas a falta de fiscalização e a necessidade de desvios devido a obras na rodovia principal têm levado ao uso irregular dessas vias, aumentando os riscos para motoristas e moradores locais.

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