Ouça a coluna ‘CBN Pet News’, com Alexandre Martini de Brum
Na última semana, a Rádio CBN de Berão destacou informações sobre a erliquiose, Saiba mais informações sobre a ‘doença do carrapato’, uma doença infecciosa comum na região, popularmente conhecida como a doença do carrapato. Essa enfermidade é causada pela bactéria intracelular obrigatória Ehrlichia canis, que parasita os leucócitos, especificamente os linfócitos e monócitos dos cães.
O carrapato dos cães é o principal vetor da erliquiose. Devido ao clima da região, que permite a presença do carrapato durante todo o ano, a doença pode se desenvolver de forma contínua, sem períodos específicos de maior incidência.
Transmissão e contágio: A erliquiose é transmitida principalmente pela saliva do carrapato infectado durante a alimentação. Além disso, transfusões de sangue de cães infectados para cães sadios também podem ser uma via de transmissão. Contudo, nem todo cão picado pelo carrapato desenvolve a doença. Para que a transmissão ocorra, o carrapato precisa estar infectado e ter se alimentado previamente de um cão infectado.
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Alguns cães desenvolvem imunidade celular, que impede o desenvolvimento da doença, enquanto outros apresentam imunidade humoral, que não protege contra a progressão da infecção. Isso significa que um cão pode ser infectado, curar-se e ser reinfectado várias vezes ao longo da vida.
Sintomas e fases da doença: A erliquiose apresenta diferentes sinais clínicos que variam conforme a fase da doença. Na fase aguda, os cães geralmente apresentam febre acima de 39,5°C, fraqueza e prostração. Durante a fase subclínica, a maioria dos animais não manifesta sintomas aparentes, o que dificulta a detecção da doença.
Na fase crônica, os sinais podem ser mais graves e incluem hemorragias nasais ou na pele, como petéquias e equimoses, fezes enegrecidas, dor articular, edemas localizados ou generalizados, além de mucosas esbranquiçadas, indicativas de anemia grave.
Tratamento e prevenção: O tratamento recomendado para a erliquiose é o uso de antibióticos específicos, que devem ser administrados por um período mínimo de 21 a 28 dias, mesmo que os sintomas melhorem nos primeiros dias. A interrupção precoce do tratamento pode levar a recaídas e agravamento da doença.
Atualmente, não existe vacina eficaz contra a erliquiose. Portanto, a melhor forma de prevenção é o controle rigoroso dos carrapatos nos cães, evitando a infecção e a disseminação da doença.
Informações adicionais
A gravidade da erliquiose pode variar conforme a virulência da bactéria e a resposta imunológica do animal. O controle contínuo dos carrapatos é essencial para a saúde dos cães e para prevenir a propagação da doença na região.