A busca por linhas de financiamento privadas ganha espaço entre produtores rurais diante dos juros elevados e da maior seletividade na concessão de crédito. No Giro do Agro, Leonardo Sousa destaca que o chamado crédito problemático no Brasil, que reúne atrasos, inadimplência, operações prorrogadas e renegociadas, chegou a 19,6% no início de 2026, com volume de R$ 1,2 bilhão, segundo dados apresentados durante o 8º Congresso Nacional de Direito Agrário, em Ribeirão Preto.
Segundo André Rocha, especialista em reestruturação, o crescimento e a sofisticação do agronegócio brasileiro aumentaram a necessidade de novas fontes de capital. O modelo tende a ser híbrido, com participação de crédito rural, bancos, cooperativas, tradings, fundos e mercado de capitais. Nesse cenário, produtores e empresas precisam fortalecer a governança, com demonstrações financeiras confiáveis, transparência, previsibilidade de caixa, garantias e segurança jurídica.
Para conferir a análise sobre as transformações no financiamento do agronegócio, ouça o áudio completo do Giro do Agro.