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Santa Casa de Batatais para de realizar partos

Sem acordo para aumento salarial, obstetras paralisam serviço e partos terão que ser transferidos para Ribeirão e Sertãozinho
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Sem acordo para aumento salarial, obstetras paralisam serviço e partos terão que ser transferidos para Ribeirão e Sertãozinho

Sem acordo para aumento salarial, obstetras paralisam serviço e partos terão que ser transferidos para Ribeirão e Sertãozinho

Gestantes de Batatais enfrentam incertezas devido à suspensão dos serviços de obstetrícia na Santa Casa. Há uma semana, médicos obstetras plantonistas da instituição se recusam a trabalhar, gerando preocupação e insegurança entre as futuras mães da cidade e região.

Entenda o impasse contratual

O motivo da paralisação é o desacordo na renovação do contrato entre a prefeitura e os especialistas. O contrato anterior venceu no dia 29 de fevereiro, e a Secretaria de Saúde propôs um reajuste salarial de 12% para a categoria, o mesmo oferecido a outras oito especialidades médicas. No entanto, os obstetras não aceitaram o percentual, alegando que o valor não é suficiente para cobrir os custos e a complexidade da função.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Ramon Gustavo de Oliveira, a reivindicação dos obstetras representaria um aumento de quase 100% nos salários, o que inviabilizaria o acordo devido às limitações financeiras do município. A prefeitura alega que o reajuste proposto elevaria o repasse de R$ 25 mil para R$ 28 mil por especialidade, valor considerado justo e equânime em relação às demais áreas da medicina.

O impacto para as gestantes

A suspensão dos serviços de obstetrícia na Santa Casa afeta diretamente as gestantes de Batatais, Altinópolis e Brodowski, cidades que dependem do hospital para a realização de partos pelo SUS. Sem o atendimento local, as parturientes precisam ser transferidas para hospitais em Ribeirão Preto e Sertãozinho, o que aumenta os riscos e a ansiedade das futuras mães.

Carolina Pereira, grávida de nove meses, expressou sua preocupação com a situação. Ela teme ter que ser transferida para outra cidade no momento do parto, o que, segundo ela, aumenta os riscos e a insegurança. A paciente destaca a importância de ter uma maternidade na própria cidade, onde se sente mais segura e amparada.

Medidas emergenciais em curso

Diante da crise, a Secretaria de Saúde está tomando medidas emergenciais para garantir o atendimento às gestantes. A pasta planeja contratar quatro médicos para suprir a demanda, mas a previsão é de que esses profissionais só comecem a atuar em 15 dias. Até lá, as gestantes que precisarem de atendimento serão encaminhadas para hospitais de outras cidades.

O obstetra José Luis Soares, responsável pelo serviço na Santa Casa de Batatais, não quis se pronunciar sobre o assunto quando procurado pela CBN.

A expectativa é que a situação seja resolvida o mais breve possível, garantindo o direito das gestantes ao atendimento médico adequado e seguro.

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