O comércio eletrônico tem transformado os hábitos de consumo e o funcionamento das empresas no estado de São Paulo. Mais da metade do faturamento das vendas online no Brasil parte do estado, que também concentra a maior parcela dos consumidores do país.
Na região de Ribeirão Preto, há exemplos de negócios que começaram pela internet e, posteriormente, abriram lojas físicas. É o caso de um brechó comandado por Gabriela Friedman e Renata Caprini, que iniciou as atividades há seis anos pelas redes sociais e mantém o comércio eletrônico como principal canal de vendas.
“60% das nossas vendas são online e graças a Deus estamos num espaço maior, então a nossa venda na loja física aumentou bastante, mas o nosso forte ainda é online”, afirma uma das proprietárias.
Vendas online
Segundo a FecomercioSP, 55,8% das vendas online do país partem de São Paulo. O estado também representa mais de 30% das compras realizadas pela internet no Brasil, movimentando cerca de R$ 90 bilhões.
Para o assessor econômico da entidade, Guilherme Dietze, o crescimento do comércio eletrônico está relacionado ao aprimoramento da logística e da experiência do consumidor. A facilidade para realizar compras em poucos cliques também contribui para a expansão do setor.
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Além disso, São Paulo possui uma posição estratégica para as empresas, por concentrar consumidores e contar com conexões aéreas e rodoviárias que facilitam o transporte de mercadorias para outras regiões, especialmente o Sul e o Sudeste.
Novo consumo
A expansão das compras pela internet também mudou os hábitos dos consumidores. Carol Alves, por exemplo, montou uma biblioteca em casa com livros comprados em lojas especializadas na internet. Segundo ela, as compras online ganharam força principalmente depois da pandemia, facilitando o acesso a um catálogo maior de títulos.
A analista de marketing Larissa Santana também afirma que passou a sair menos para fazer compras porque encontra na internet os produtos de que precisa. Para ela, a possibilidade de comprar de casa e evitar deslocamentos, trânsito e dificuldades para estacionar é um dos principais atrativos.
Oportunidades
Para Guilherme Dietze, o comércio eletrônico representa uma oportunidade para os empresários ampliarem a exposição dos negócios e alcançarem consumidores de outras regiões. Para isso, segundo ele, é necessário planejamento e investimentos em promoção, logística e operação.
O crescimento das vendas online também exige atenção dos consumidores. Assim como nas compras presenciais, existem direitos e garantias para quem compra pela internet, e o consumidor pode procurar o Procon caso se sinta lesado.



