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SAP se pronuncia sobre rebelião e fuga no CPP de Jardinópolis

Secretaria da Administração Penitenciária diz que não havia motivo para o motim e comunica que instaurou inquérito sobre o caso
rebelião e fuga CPP
Secretaria da Administração Penitenciária diz que não havia motivo para o motim e comunica que instaurou inquérito sobre o caso

Secretaria da Administração Penitenciária diz que não havia motivo para o motim e comunica que instaurou inquérito sobre o caso

A fuga em massa e a subsequente recaptura de detentos do Centro de Progressão Penitenciária de Jardinópolis, motivada por um motim, trouxeram à tona questões críticas sobre as condições dos internos e a segurança da unidade. Acompanhe os principais desdobramentos.

Acesso Negado e Condições da Unidade

Inicialmente, o acesso à unidade foi negado à Associação dos Advogados de Ribeirão Preto, que buscava verificar as condições dos presos e a segurança do local. Após insistência, a entrada foi permitida, revelando preocupações com a alimentação, água e a presença de feridos necessitando de atendimento. Informações preliminares indicavam que alguns presos apresentavam ferimentos, incluindo queimaduras e fraturas, sendo que os casos mais graves foram encaminhados para unidades de saúde.

Desinformação e Reivindicações

A falta de informações precisas para os familiares dos detentos gerou grande angústia e incerteza. A principal reivindicação dos internos parece estar relacionada à superlotação e às condições de alimentação. A unidade, com capacidade para 1.080 presos, abrigava 1.864, resultando em acomodações inadequadas e alimentação precária. A rebelião expôs a fragilidade do sistema, com uma cerca derrubada e uma segunda fuga de dez presos, prontamente recapturados.

Números e Consequências

Até o momento, 404 presos foram recapturados, mas estima-se que o número de fugitivos ainda seja superior a 150. A Secretaria de Administração Penitenciária informou um número inferior de recapturas, gerando dúvidas sobre a precisão dos dados. Um corpo foi encontrado no canavial, confirmado como sendo de um dos fugitivos, enquanto as buscas continuam por um possível detento que teria se afogado no Rio Pardo. Os presos recapturados foram transferidos para outras unidades prisionais, perdendo o direito ao regime semiaberto.

As autoridades competentes devem investigar a fundo as causas da rebelião e implementar medidas para garantir a segurança e o bem-estar dos detentos.

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