No Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, a coluna CBN Comportamento aborda os limites entre emoções comuns, como tristeza, ansiedade, medo e irritação, e sinais que podem indicar adoecimento mental. A especialista Danielle Zeoti explica que sentir essas emoções não significa, necessariamente, ter um transtorno. É importante observar a intensidade e a frequência dos sentimentos, o sofrimento provocado e os prejuízos na rotina, no trabalho, nos estudos e nos relacionamentos. A profissional também alerta para a tendência de associar comportamentos isolados a diagnósticos, como depressão e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), sem avaliação especializada.
A conversa também destaca o isolamento social e a rigidez de comportamento como aspectos que merecem atenção, dependendo do contexto. A especialista diferencia o isolamento voluntário e construtivo daquele que se prolonga e interfere na vida da pessoa. Para ilustrar essa diferença, cita-se a experiência do navegador Amyr Klink, que permaneceu sete meses isolado na Antártida durante uma expedição. Segundo Danielle, o principal é avaliar como cada comportamento afeta a vida e o bem-estar, evitando conclusões precipitadas sobre a existência de um transtorno mental.
Outro tema discutido é a polarização política e seus possíveis impactos na saúde mental. Danielle explica que a divisão rígida entre o que se considera bom e ruim pode funcionar como uma tentativa de controlar a ansiedade, mas, quando intensa, pode favorecer o fanatismo e ampliar o sofrimento. A especialista reforça a importância de reconhecer os sinais de alerta e procurar ajuda de profissionais de saúde mental quando as emoções e os comportamentos passarem a comprometer a qualidade de vida. Ouça o áudio completo da coluna CBN Comportamento para conferir a conversa sobre saúde mental e os desafios do cotidiano.