É o 12° aumento consecutivo na taxa de juros; consultor econômico, José Rita Moreira, comenta sobre as possíveis reflexões
O Banco Central elevou a taxa Selic para 13,75% ao ano, o 12º aumento consecutivo e o maior patamar desde novembro de 2016. O consultor econômico José Rita Moreira analisa os impactos dessa decisão.
Impacto no bolso do brasileiro
O aumento da Selic impacta diretamente o orçamento familiar, encarecendo empréstimos bancários, cheque especial e financiamentos. Embora o mercado esperasse esse aumento, o impacto é sentido principalmente por aqueles que dependem de crédito para tocar seus negócios ou cobrir despesas.
Cenário econômico e perspectivas futuras
José Rita Moreira destaca que, apesar do aumento, a média da Selic nos últimos 26 anos é superior, e que o Brasil não está sozinho nesse cenário global de alta de juros devido à inflação mundial, consequência da pandemia e da guerra na Ucrânia. Ele acredita que o pico da inflação foi atingido e prevê uma queda gradual da Selic a partir do próximo ano, impulsionada pela queda do dólar, alta da bolsa e redução do preço do petróleo.
Dicas para lidar com o aumento dos juros
Para famílias endividadas, Moreira recomenda um saneamento financeiro, negociando dívidas e buscando crédito pessoal com juros menores que o cheque especial ou cartão de crédito. Ele enfatiza a importância de evitar novas dívidas e buscar soluções como um segundo emprego ou renda extra para equilibrar as finanças. A perspectiva é de um 2024 com cenário econômico mais favorável, com a taxa Selic em queda.



