Preço nem sempre está relacionado à qualidade, mas sim à raridade e à dificuldade de produção da bebida: ouça e entenda!
O preço dos vinhos é um tema que desperta dúvidas entre consumidores, Será que o vinho mais caro é necessariamente melhor que os mais em conta?, especialmente quando se questiona se um vinho bom precisa necessariamente ser caro. Para esclarecer essa questão, o consultor de vinhos Luiz Eduardo Balbo explicou que a qualidade do vinho está mais relacionada ao cuidado na produção do que ao valor pago.
“O vinho para ser bom, ele precisa ser bem cuidado, precisa ser produzido de uma maneira correta. Esses vinhos carésimos são mais pela raridade do que pela qualidade”, afirmou Balbo.
Raridade e preço: Segundo o especialista, os vinhos mais caros do mundo são, em geral, aqueles que são mais raros, difíceis de produzir e provenientes de regiões menores. A raridade, portanto, é um fator determinante para o preço elevado, e não necessariamente a qualidade superior do produto. Por outro lado, é possível encontrar vinhos de boa qualidade por valores inferiores a R$ 100, especialmente quando se trata de vinhos produzidos na América do Sul, como Brasil, Chile, Argentina e Uruguai.
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Custos de importação e origem: Balbo também destacou que os vinhos importados da Europa costumam ter preços mais altos devido aos custos de transporte e importação. Isso pode influenciar o valor final pago pelo consumidor, sem que isso signifique uma diferença significativa na qualidade do vinho.
Envelhecimento e sabor: Outro ponto abordado foi o impacto da idade do vinho no preço e no sabor. Embora vinhos mais antigos geralmente sejam mais caros, isso não significa que sejam necessariamente mais agradáveis ao paladar. O especialista explicou que nem todo vinho é um “vinho de guarda” — aquele que se beneficia do envelhecimento para melhorar suas características.
“Nem sempre ele vai ser o mais saboroso, o mais agradável para o paladar. Ele vai trazer mais sabor de madeira, mais sabor de envelhecido, só que vai perder um pouco do sabor frutado, do fresco”, disse Balbo.
Vinhos jovens, com sabores mais frescos e frutados, podem ser mais adequados para regiões com climas menos frios, como é o caso de grande parte do Brasil. Para esses locais, vinhos frescos costumam harmonizar melhor com as condições climáticas e preferências locais.
Experimentação e preferência pessoal: O consultor recomendou que os consumidores experimentem diferentes tipos de vinhos para descobrir suas preferências pessoais, seja por vinhos amadeirados, com sabor mais pronunciado de madeira, ou por vinhos frescos e frutados.
“Às vezes você pode achar até um vinho amadeirado mais barato, porque ele tem vinhos que ficam 25 anos no barril, mas isso não vai atrapalhar o sabor dele. Isso vai ressaltar o sabor só que de madeira”, explicou.
Assim, o gosto pessoal deve ser o guia principal na escolha do vinho, independentemente do preço ou da idade da bebida.
Entenda melhor
O preço do vinho pode variar por diversos fatores, incluindo raridade, região de produção, custos de importação e tempo de envelhecimento. No entanto, a qualidade do vinho não está necessariamente atrelada ao seu valor. Vinhos jovens e frescos podem ser tão agradáveis quanto vinhos envelhecidos e caros, dependendo do paladar do consumidor e do contexto de consumo.