Já vou adiantar para você! A resposta é ‘não’; a nutricionista Cristina Trovó explica sobre o consumo de doces
Neste artigo, discutiremos a relação entre o consumo de doces e nossas emoções, desmistificando a ideia de que doces são vilões da alimentação. A nutricionista Cristina Trovó esclarece que não existem alimentos “mocinhos” ou “vilões”, e que tudo depende do equilíbrio da dieta diária.
O Doce e o Emocional: Uma Conexão Essencial
A especialista destaca a existência de dois tipos de fome: a fome física, que visa nutrir o corpo, e a fome emocional, ligada à vontade e a memórias afetivas. Muitas vezes, essa fome emocional se manifesta pelo desejo de doces, como aquele leite com nescau da infância ou a rosca da mãe. Essa conexão emocional com a comida explica a dificuldade de muitas pessoas em reduzir o consumo de doces.
A Dificuldade de Reduzir o Consumo de Doces
Cristina Trovó explica que a dificuldade em diminuir o consumo de açúcar está intrinsecamente ligada à relação emocional que cada pessoa estabelece com a comida. Comer um doce pode mascarar insatisfações emocionais, como cansaço ou frustração. Além disso, a culpa associada ao consumo de doces também contribui para um ciclo vicioso de privação e excessos.
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O Paladar Doce e o Equilíbrio
A nutricionista explica que a preferência pelo paladar doce é inata, já que o leite materno é adocicado. No entanto, o consumo excessivo pode gerar culpa e um ciclo vicioso de privação e excessos. A chave está na moderação e na substituição gradual do açúcar, sem culpa. A recomendação é diminuir o consumo de açúcar de forma lenta e gradual, buscando um equilíbrio na alimentação e na relação com as próprias emoções.
Em resumo, a relação com os doces está intrinsecamente ligada às nossas emoções. Compreender essa conexão é fundamental para estabelecer uma relação saudável com a alimentação, sem culpa e com moderação. A chave é o equilíbrio e a consciência da relação entre fome física e emocional.