Segundo prestadores de serviço, com o aumentos dos combustíveis, ficou mais caro para entregar
Entregas: um setor em crise
O setor de entregas, que ganhou destaque durante a pandemia de Covid-19, enfrenta atualmente sérias dificuldades devido ao aumento constante no preço dos combustíveis. Entregadores como Ademir Nogueira, que presta serviços para diversas empresas em Ribeirão Preto, relatam o aumento significativo dos custos sem o repasse integral por parte das empresas contratantes. A situação se torna insustentável, forçando os profissionais a continuarem trabalhando com margens de lucro cada vez menores.
Impacto em toda a cadeia
O encarecimento do transporte afeta não apenas os entregadores, mas também outros setores. O aumento do custo das entregas impacta diretamente no preço final de produtos como marmitas. Marília Vilares, empresária do ramo de marmitas na zona sul de Ribeirão Preto, afirma que foi obrigada a repassar 10% de aumento aos seus preços, mesmo assim sem cobrir integralmente o aumento dos custos. Para minimizar prejuízos, a empresária limitou as entregas a um raio de 12 quilômetros e incluiu taxas adicionais em entregas mais distantes.
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Um problema econômico e social
O economista da USP, Garmon Forte Merlo, destaca a importância do setor de entregas durante a pandemia e a atual situação de queda de lucratividade. O aumento nos custos de combustível reduz drasticamente a pequena margem de lucro dos entregadores, levando a possíveis consequências negativas como redução de postos de trabalho e fechamento de estabelecimentos. A busca por soluções para amortecer as flutuações de preços dos combustíveis é crucial para garantir a sustentabilidade do setor e evitar impactos sociais mais severos. A situação demonstra a complexa interdependência entre o aumento do preço dos combustíveis e a realidade de quem trabalha com entregas, afetando diretamente os profissionais e os consumidores.



