Secretário de Saúde Stênio Miranda conversou com a CBN Ribeirão
Servidores da área da saúde em Ribeirão Preto iniciaram uma greve hoje, reivindicando a redução da jornada de trabalho. A paralisação, que afeta cerca de 900 funcionários de nível técnico, tem como principal demanda o cumprimento de uma promessa da prefeitura de reduzir a jornada de 36 para 30 horas semanais. A administração municipal adiou a implementação da medida para o final de março, gerando insatisfação entre os servidores.
Impacto nos Serviços de Saúde
A Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto informou que está monitorando a situação nos postos de saúde para avaliar o impacto da greve no atendimento à população. Embora algumas unidades estejam operando com restrições devido à adesão de servidores à paralisação, a secretaria garantiu que todas as unidades estão abertas e funcionando. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) está operando em sua capacidade total.
Reivindicações e Negociações
Os servidores em greve, em sua maioria técnicos de enfermagem, auxiliares de farmácia, auxiliares de odontologia e técnicos de saúde bucal, desempenham um papel crucial no atendimento à população. Suas funções incluem pré-consultas, vacinação e aplicação de medicamentos. A redução da jornada de trabalho sem redução salarial é vista como um reconhecimento da importância desses profissionais.
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Posicionamento da Prefeitura
A prefeitura classificou a greve como “inoportuna”, argumentando que a redução da jornada está suspensa por um decreto publicado em setembro. A administração municipal alega que a implementação da medida acarretaria um custo adicional de R$ 800 a 900 mil por mês, o que inviabilizaria sua execução no momento. No entanto, a prefeitura se mantém aberta ao diálogo com o sindicato dos servidores municipais para buscar uma solução.
A população aguarda o desenrolar das negociações, esperando que um acordo seja alcançado em breve para normalizar os serviços de saúde.


