Pedido de reajuste de 10,8% no salário foi negado pelo Executivo; última proposta da Prefeitura foi de 2,06%
Servidores municipais de Ribeirão Preto realizaram protesto em frente à Prefeitura nesta sexta-feira, pressionando por uma proposta salarial melhor.
Protesto e Reivindicações
A manifestação, que começou cedo, reuniu cerca de 230 funcionários. O trânsito ficou complicado na região devido à presença dos manifestantes, que utilizaram um carro de som e cartazes para expressar suas reivindicações. O prefeito, Duarte Nogueira, foi vaiado ao passar pelo local, sem se pronunciar.
Negociações e Impasse
Após uma reunião entre o sindicato e a prefeitura na quinta-feira, uma nova proposta de reajuste de 2,6% foi apresentada, mas rejeitada pelos servidores. Duas liminares que impedem a paralisação em setores essenciais (saúde, educação, assistência e ERP) foram recebidas pelo sindicato, que deve recorrer judicialmente. Apesar disso, a intenção é manter a greve.
Leia também
Reações e Perspectivas
Servidores entrevistados destacaram a inadequação da proposta de 2,6%, considerando a inflação e o tempo de espera por um aumento salarial. Além dos salários, a pauta de reivindicações inclui 150 itens para melhoria do setor público. Representantes do governo municipal afirmam que a proposta de 2,6% está baseada no IPC e inclui reajustes no vale-alimentação e cesta básica. A divergência sobre o número de servidores em greve persiste: o sindicato afirma que mais da metade aderiram, enquanto a prefeitura diz que apenas cerca de 10% estão paralisados. O secretário de governo, Antônio Abute, se reuniu com representantes do sindicato para discutir a situação e buscar uma solução. A inauguração de um terminal de ônibus em frente à prefeitura foi adiada devido ao protesto.



