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Sessão da Câmara rejeita Área Azul e analisa projeto contra trote violento

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Área Azul
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A Câmara Municipal de Ribeirão Preto teve uma semana agitada, com decisões importantes e revelações impactantes sobre a Operação Sevandija. Um dos principais assuntos foi o projeto da área azul, que não foi votado devido a inúmeros erros apontados na proposta enviada pelo prefeito Duarte Nogueira. Com isso, os comerciantes seguem sem a regulamentação da área azul, situação que se arrasta desde meados do ano passado.

Dívidas e Pagamentos

Em meio à situação da área azul, a Câmara aprovou um projeto de parcelamento de uma dívida de quase R$ 50 milhões da Prefeitura com o IPM. Embora o projeto inicial previsse 60 meses para pagamento, uma emenda reduziu o prazo para 44 meses. Essa dívida é uma herança da gestão anterior, representando um acréscimo de aproximadamente R$ 1 milhão por mês nas contas municipais.

Combate à Violência e Operação Sevandija

Outro destaque foi a aprovação do projeto do vereador Rodrigo Simões que visa acabar com o trote violento em Ribeirão Preto, prevendo multa de R$ 2.500 para instituições de ensino que não coibirem a prática. Apesar de a cidade não registrar casos recentes de trote violento, a medida é vista como preventiva. Paralelamente, o prefeito Duarte Nogueira busca a inclusão da Prefeitura como parte nas ações da Operação Sevandija, com o objetivo de reaver cerca de R$ 200 milhões desviados em esquemas de corrupção. Há diversos bens bloqueados pela justiça, incluindo veículos e a fazenda de Cajuru, que podem ser leiloados para ressarcir os cofres públicos.

Novos Desdobramentos da Operação Sevandija

Novas informações sobre a Operação Sevandija vieram à tona, revelando que Maria Zueli Librande, advogada presa em Tremembé, ajudou a filha do ex-superintendente do Daerp a comprar uma casa de luxo com cheques de sua emissão. As investigações apontam que Maria Zueli era usada como instrumento para distribuir dinheiro a funcionários da prefeitura, que a pressionavam para empréstimos. O esquema envolveu diversos membros do primeiro escalão da prefeitura, e a gravidade dos fatos é inegável, culminando inclusive em um suicídio.

A complexidade do caso, com diversos núcleos de corrupção e ramificações, reforça a necessidade de celeridade nas investigações para que a justiça seja feita e os responsáveis sejam punidos. A extensão do esquema e o desvio de recursos públicos causaram prejuízos significativos aos cofres municipais e abalaram a confiança da população na administração pública.

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