Indústria do calçado está sendo atingida diretamente pela recessão econômica gerada pela pandemia; projeção é do Sindifranca
Criada em Franca, no interior de São Paulo, uma notícia preocupante abala o setor calçadista: cerca de 5 mil funcionários devem ser demitidos até o fim do mês. A informação foi divulgada pelo Cinti, sindicato das indústrias de calçados da cidade.
Motivos das demissões
As demissões são atribuídas a três fatores principais. O primeiro é a restrição imposta ao comércio não essencial. Em segundo lugar, observa-se uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro, que, diante das incertezas econômicas e da falta de recursos financeiros, tem reduzido suas compras. Por fim, a dificuldade de escoamento de produtos, como calçados, bolsas e cintos, para o mercado internacional também contribui para a crise.
Impactos da crise
De acordo com a Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), a projeção é de uma queda de 26% nas vendas em comparação ao ano passado. A situação é crítica: 51% das fábricas estão paradas, e uma em cada quatro não tem certeza se irá retomar a produção. Essa redução na produção afeta diretamente o comércio em geral, pois todos os setores estão interligados. Com menos trabalhadores no setor calçadista e na indústria de couro, há menos dinheiro circulando na cidade, impactando serviços e outros comércios.
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A crise no setor calçadista de Franca ilustra os desafios econômicos do momento, com consequências diretas na vida de milhares de trabalhadores e no comércio local. A projeção de 5 mil demissões em maio demonstra a gravidade da situação e a necessidade de medidas para mitigar os impactos negativos.



