Cobrança de taxa dos calçados vindos do país termina em março, o que deve prejudicar os empresários brasileiros
A sobretaxa sobre sapatos importados da China, implementada para proteger a indústria calçadista brasileira da concorrência considerada desleal, está programada para expirar no início do próximo mês. A medida, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Calçados, demonstrou eficácia ao reduzir drasticamente as importações chinesas, que caíram de US$218 milhões em 2009 (antes da taxa) para US$55 milhões.
O Impacto da Sobretaxa Atual
Atualmente fixada em US$13,85, a sobretaxa tem sido um ponto central de discussão. Representantes do setor calçadista de diversas regiões, incluindo Franca, se reuniram em Brasília com ministérios e deputados para expressar as dificuldades enfrentadas pelo mercado e defender a continuidade da medida. Eitor Cleim, presidente da Abicalçados, enfatizou a importância da proteção para setores que empregam grande quantidade de mão de obra, especialmente em um momento de crise de emprego no país.
A Questão do Dumping
A principal preocupação da indústria é a prática de dumping, onde os sapatos chineses eram vendidos no Brasil a preços até 40% mais baixos, tornando a competição desleal e gerando desemprego. A sobretaxa foi aprovada como forma de equilibrar o mercado, após técnicos do governo brasileiro analisarem os preços dos calçados na China e compará-los com os valores praticados no Brasil.
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Decisão Pendente e Possíveis Consequências
Um relatório governamental aponta para a continuidade do dumping, e a decisão sobre a renovação da medida será anunciada em 2 de março. A não manutenção da taxa poderia desequilibrar o mercado e prejudicar a indústria nacional. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio divulgará os detalhes finais da investigação após a decisão governamental sobre a prorrogação da taxa de proteção aos calçados brasileiros por mais cinco anos.
A expectativa é que a decisão final considere os impactos na indústria nacional e na manutenção de empregos.



