A abertura da safra 2026/27 do setor sucroenergético brasileiro indica uma mudança no perfil das usinas, que passaram a priorizar eficiência operacional diante do aumento da competitividade internacional, da pressão por rentabilidade e do avanço tecnológico. Segundo dados da Unica, mais de dois terços da cana processada na primeira quinzena de abril foram destinados à produção de etanol, impulsionados pela demanda por biocombustíveis.
A moagem inicial da safra cresceu 19,17%, alcançando 19,56 milhões de toneladas logo no início do ciclo. Já a Companhia Nacional de Abastecimento projeta produção de 709,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27, alta de 5,3% em relação ao ciclo anterior, além de recorde de 40,69 bilhões de litros de etanol produzidos no país.
De acordo com Antônio Carlos Degan, CEO da Aratróp, fatores como controle microbiológico, perdas fermentativas, formação de espuma, incrustações e estabilidade operacional ganharam importância estratégica nas usinas. A avaliação de especialistas é de que a integração entre soluções químicas e eficiência industrial deve se tornar ainda mais relevante para o setor sucroenergético nos próximos anos.
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