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Sindicato afirma que setor calçadista de Franca tem o menor quadro de funcionários da história

São 10.348 trabalhadores, 20 mil a menos do que em 2013 quando o setor atingiu o maior número de vagas
setor calçadista Franca
São 10.348 trabalhadores, 20 mil a menos do que em 2013 quando o setor atingiu o maior número de vagas

São 10.348 trabalhadores, 20 mil a menos do que em 2013 quando o setor atingiu o maior número de vagas

Crise no setor calçadista de Franca

O setor calçadista de Franca enfrenta uma grave crise de empregos. Em outubro de 2013, a indústria registrava 30.300 funcionários. Atualmente, esse número caiu para 10.300, representando uma redução de 20 mil postos de trabalho. Histórias como a de Thiago Nunes, que após 12 anos trabalhando em uma fábrica de sapatos foi demitido em março, ilustram o impacto da crise na vida dos trabalhadores. A esperança de recolocação no mercado ainda este ano permanece, mas a situação é desafiadora.

Queda na produção e impacto econômico

As demissões são consequência direta da queda na produção. A previsão para 2023 é de apenas 19 milhões de pares de sapatos produzidos, um número significativamente menor que os 39 milhões de 2013, período de grande expansão do setor. José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Centro das Indústrias de Calçados de Franca (CIC), destaca a dificuldade das empresas em se manterem diante da baixa demanda. A falta de capital de giro para enfrentar períodos de inatividade prolongada exige um apoio governamental que, segundo ele, chega muito tarde para garantir a recuperação.

Perspectivas e fatores externos

O consumo em São Paulo, que representa 40% do mercado nacional, e a reabertura do comércio no estado podem trazer um alívio para o setor no final do ano. A economista Nange Ballet aponta para uma expectativa positiva no segundo semestre, considerando que 80% da produção calçadista de Franca é destinada ao mercado interno. A abertura do comércio calçadista deve impulsionar as vendas e estabilizar a queda de empregos. Entretanto, as exportações, que caíram quase 50%, também contribuíram para agravar a situação da indústria, conforme apontam dados de Ribeirão Preto.

A recuperação do setor calçadista de Franca requer um esforço conjunto, envolvendo medidas governamentais, a retomada das vendas internas e a diversificação dos mercados externos. A superação desta fase crítica depende da capacidade de adaptação das empresas e do apoio necessário para garantir a manutenção dos empregos e a retomada do crescimento.

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