Sobreviventes de acidente entre carreta e caminhão na Cândido Portinari passam por cirurgias
Um grave acidente envolvendo um ônibus e uma carreta carregada com cana-de-açúcar chocou a região de Batatais na madrugada desta terça-feira. A colisão, ocorrida em um acesso entre a rodovia Cândido Portinari e a rodovia João Garcia Fernandes, resultou na morte do motorista do ônibus e deixou 11 pessoas feridas.
Atendimento às Vítimas
As vítimas foram prontamente socorridas, com três delas recebendo alta hospitalar e oito permanecendo internadas. Três pacientes passaram por cirurgias na Santa Casa de Batatais, com procedimentos focados em estabilização óssea e controle de hemorragias. Outras quatro vítimas foram atendidas na UPA da cidade, com uma aguardando cirurgia. Um paciente em estado gravíssimo foi transferido para o Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto.
Relatos do Acidente
Sebastião Vitorino de Oliveira, um dos passageiros do ônibus, relatou o momento do impacto. Segundo ele, o caminhão surgiu repentinamente à frente do ônibus, tornando a colisão inevitável. Sebastião, que estava sentado na parte superior do veículo, sofreu ferimentos e aguarda cirurgia, mas expressou alívio por estar vivo.
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Irregularidades e Responsabilidades
De acordo com a Arteris Via Paulista, o caminhão realizou uma conversão proibida ao acessar a rodovia João Garcia Fernandes. A Polícia Militar Rodoviária constatou diversas irregularidades no veículo, incluindo a ausência de autorização especial de tráfego e informações obrigatórias no disco do tacógrafo. O motorista do caminhão prestou depoimento e foi liberado. A Life Transportes, empresa responsável pelo ônibus, lamentou o ocorrido e se comprometeu a prestar suporte aos familiares do motorista e aos passageiros. A seguradora da empresa de ônibus ressaltou que o motorista do ônibus conhecia bem o trajeto e que o acidente poderia ter sido evitado se o motorista da carreta tivesse seguido a sinalização.
As autoridades continuam investigando as causas do acidente, enquanto parte do caminhão e da carga permanecem no local, servindo como um lembrete da tragédia.



