Estudo também apresentou dados emocionais dos inadimplentes: 63% têm ansiedade
Uma pesquisa recente da SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou que 45% dos brasileiros não controlam seu orçamento familiar, e que metade deles aprendeu a administrar suas finanças de forma autodidata. O estudo também indica que 80% dos inadimplentes sofrem impactos emocionais negativos devido a problemas financeiros.
Ansiedade e Insônia: Consequências da Instabilidade Financeira
A ansiedade foi o principal sentimento negativo relatado na pesquisa, afetando 63% dos entrevistados. Problemas de sono também foram significativos, com 43% dos participantes apresentando alterações no padrão de descanso. A pandemia do novo coronavírus agravou ainda mais os desafios para organizar o orçamento doméstico, tornando os próximos meses incertos.
Planejamento Financeiro em Tempos de Crise
A economista Lá em Souza destaca a importância de conciliar as orientações de saúde, como as da Organização Mundial da Saúde (OMS), com um planejamento financeiro eficaz. Ela sugere que aqueles com a possibilidade de trabalhar em casa o façam, mantendo o distanciamento social. A economista ressalta que a demanda represada após a pandemia resultará em um período de recuperação econômica, aconselhando comerciantes e empresários a usarem o tempo atual para estruturar seus negócios.
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A Importância da Reserva de Emergência e do Orçamento Doméstico
A economista destaca os indicadores econômicos positivos no Brasil, como as baixas taxas de juros e inflação, que favorecem a retomada do crescimento. Entretanto, ela reforça a necessidade de estar preparado para esse crescimento, enfatizando a importância de uma reserva financeira para momentos de crise. A recomendação principal é manter os gastos mensais sempre inferiores à renda, criando uma reserva para imprevistos. Essa reserva se torna crucial em situações inesperadas, como a pandemia, onde muitas pessoas tiveram suas receitas reduzidas drasticamente. A pesquisa ressalta a ansiedade como consequência da falta de planejamento financeiro, reforçando a necessidade de um orçamento doméstico equilibrado e de uma reserva de emergência para lidar com imprevistos.



