Apenas quatro dos sete crimes que aconteceram na cidade foram contabilizados pela Secretaria nos dados mensais
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) divulgou dados estatísticos referentes a crimes ocorridos em Ribeirão Preto no mês de janeiro, revelando uma discrepância nos números de homicídios. Enquanto a cidade registrou 7 assassinatos, a SSP-SP contabilizou apenas 4 nas estatísticas oficiais.
A Controvérsia da Contagem de Homicídios
A diferença reside no fato de que a secretaria exclui de seus indicadores de homicídios as mortes decorrentes de confrontos com a polícia. No caso de janeiro, três homicídios – envolvendo Renato Pereira da Silva, Mardone, Elvio Ramalho e Patrick Cardoso dos Santos – foram omitidos por terem ocorrido em supostos confrontos com agentes da lei. Essa prática é adotada desde 2001, quando a SSP-SP começou a divulgar as estatísticas de criminalidade.
Transparência Questionada e Comparativo com o FBI
Apesar da omissão nos dados gerais, a SSP-SP afirma que as mortes decorrentes de intervenção policial são contabilizadas em um relatório trimestral e destacadas nos dados regionais do Denter 3, que abrange 93 cidades. A secretaria justifica a exclusão dos homicídios em confrontos policiais, afirmando que segue o mesmo critério adotado pelo FBI, que não mistura dados de homicídios com latrocínios e lesões seguidas de morte. Críticos questionam se essa metodologia realmente promove a transparência, já que o governo estadual não divulga os nomes das cidades onde ocorrem as mortes cometidas por policiais.
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Redução da Criminalidade em Outras Áreas
Apesar da polêmica em torno dos homicídios, Ribeirão Preto apresentou, em janeiro, os melhores indicadores dos últimos cinco anos em relação a roubos, furtos, latrocínios e roubos de veículos. Os crimes contra o patrimônio caíram de 1.800 em janeiro de 2013 e 2014 para 1.252 no mesmo período de 2016. A maior redução foi nos roubos, principalmente de veículos, com uma queda de 28% em relação ao mês anterior. Essa tendência de queda na criminalidade acompanha o desempenho de 2015, que já havia registrado os melhores indicadores desde 2011.
Os dados revelam um cenário complexo, com avanços na redução de alguns tipos de crimes, mas com questionamentos sobre a metodologia utilizada na contabilização dos homicídios.



