MP acredita que esquema tenha movimentado R$ 250 milhões; advogado de defesa diz que provas são insuficientes
Viviane Boff-Emilio permanece presa preventivamente há 51 dias, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela e seu marido, Michel P. R. Cintra, são acusados pelo Ministério Público de estelionato em 215 ocasiões.
Acusações Múltiplas
Além do estelionato, o casal enfrenta denúncias por falsidade ideológica, formação de quadrilha, organização criminosa, crimes contra a relação de consumo e lavagem de dinheiro. A denúncia formal foi apresentada à justiça no início deste mês pelo promotor Aroudo Costa Filho. As investigações revelaram o envolvimento de outras pessoas, que colaboraram, inclusive cedendo seus nomes para a constituição da empresa utilizada na prática dos crimes.
Defesa Busca a Liberdade
O advogado Arrimad Laques Neto, responsável pelo pedido de liberdade de Viviane, informou que aguarda o julgamento do mérito no Tribunal de Justiça de São Paulo para apresentar um recurso contra a decisão. No habeas corpus julgado pelo STF, o advogado alegou constrangimento ilegal, argumentando que não existem provas suficientes contra Viviane para justificar a manutenção da prisão preventiva.
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Promotoria Busca Reparação às Vítimas
Em entrevista no início do mês, o promotor Aroudo Costa Filho declarou ter solicitado em seu relatório que as vítimas sejam ressarcidas dos valores perdidos. Ele expressou o desejo de que os réus sejam condenados a devolver todo o montante pago pelas vítimas e que seja criado um fundo para a reparação de outras pessoas que ainda não procuraram a polícia, o Ministério Público ou a Justiça.
Decisão do STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, justificou a decisão de negar a liberdade a Viviane, afirmando que as denúncias estão sendo analisadas pela justiça e que outro pedido de habeas corpus ainda não teve o mérito julgado no Superior Tribunal de Justiça.
O caso segue em análise pelas instâncias judiciais competentes.



