Um homem suspeito de participar do furto a uma loja no Boulevard, na zona sul de Ribeirão Preto, foi levado para a delegacia, mas acabou liberado após prestar depoimento. O caso gerou repercussão e revolta nas redes sociais, principalmente pelo prejuízo ao comerciante, estimado em mais de R$ 30 mil.
Imagens de câmeras de segurança mostram a ação dos criminosos dentro do estabelecimento. Apesar de um dos suspeitos ter sido encontrado com produtos que seriam da loja, a Polícia entendeu que não havia elementos suficientes para prisão em flagrante naquele momento.
O crime aconteceu na madrugada de domingo para segunda-feira, quando a loja foi arrombada. Segundo o comerciante, foram levadas roupas e calçados, muitos deles de uma coleção recém-chegada. As imagens registradas mostram um dos suspeitos tentando danificar uma câmera de monitoramento durante a ação. O prejuízo total ultrapassa R$ 30 mil, impactando diretamente o estoque do estabelecimento.
A Polícia também investiga a possível ligação do mesmo grupo com outro furto ocorrido no mesmo fim de semana, em uma loja de artigos esportivos na região da City Ribeirão, onde o prejuízo pode chegar a R$ 70 mil.
Suspeito liberado
Um dos suspeitos, identificado como Gladson Luca de Oliveira, foi localizado pela Guarda Civil Metropolitana na zona norte da cidade. No imóvel, foram encontradas peças que seriam provenientes do furto. Ele foi encaminhado à delegacia, mas acabou liberado após ser ouvido. A decisão gerou questionamentos, já que havia indícios materiais relacionados ao crime.
Mesmo assim, a Polícia Civil informou que o caso segue em investigação, com coleta de provas para esclarecer a participação dos envolvidos.
De acordo com a advogada criminalista Gabriela Rodriguez, a ausência de prisão em flagrante está relacionada ao tempo entre o crime e a abordagem do suspeito. Ela explica que apenas a posse de objetos suspeitos ou até mesmo uma confissão não são suficientes, isoladamente, para caracterizar o flagrante, especialmente se houver interrupção temporal.
A especialista também ressalta que a liberação do suspeito não impede responsabilização futura. Caso haja denúncia e condenação ao final do processo, ele poderá responder por furto qualificado e cumprir pena.



