Polícia já prendeu 18 pessoas que teriam participado do esquema; novo detido estava em Franca
Suspeito de quadrilha de falsificação de cosméticos se entrega à polícia
Prisão e apreensões
Um suspeito de integrar uma quadrilha que falsificava cosméticos se entregou na delegacia de Franca nesta quinta-feira. Ele estava em Foz do Iguaçu e, junto com ele, foi apreendida uma van. Com essa prisão, sobe para 18 o número de integrantes da quadrilha presos pela Operação Reparação Absoluta; duas pessoas ainda seguem foragidas. Segundo o delegado de Franca, Leopoldo Novas, o suspeito era responsável pela distribuição dos produtos falsificados para lojas da 25 de Março, em São Paulo. Foram apreendidos seu telefone celular (que estava sendo interceptado durante a investigação) e o veículo usado para transportar os cosméticos de Franca para São Paulo e outros estados. Ele transportava as cargas para compradores predeterminados e indicados pelo líder do grupo.
Investigação e desdobramentos
O suspeito já havia sido abordado pela polícia três meses antes, em um depósito, carregando a van com cosméticos. Durante a investigação, ele foi interceptado chegando de São Paulo com uma nova carga, sendo apreendidas quase 5 mil unidades de xampus e máscaras capilares suspeitas de falsificação. Apesar disso, ele continuou sua atividade até hoje. Nesta semana, o Gaeco terminou a fase de depoimentos e, nos próximos dias, deve iniciar as denúncias contra os acusados. A Operação Reparação Absoluta, iniciada na semana passada, prendeu também o dono da fábrica onde os produtos eram produzidos e um cardiologista, suspeito de financiar o esquema. Os produtos eram vendidos em Franca, Restinga, Sertãozinho, Leme, Bariri e São Paulo.
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Impacto e prejuízos
A quadrilha era investigada há sete meses, mas indícios apontam que atuava desde 2013 revendendo ilegalmente produtos com alta concentração de formaldeído (cancerígeno), motivando diversas denúncias ao SAC das empresas lesadas. A polícia estima que o grupo arrecadou R$ 6 milhões no período. Uma mulher, presa há três anos, foi solta por ter suposta pequena participação no esquema. A informação foi divulgada pela CBN Ribeirão.



