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Suspeito de participação de ataque a carro-forte esteve em cidades da região antes do dia do crime

Roberto Trovão Laffaef, preso na UPA de Valinhos, passou por São Simão, Batatais e Jurucê; 11 foram presos durante operação
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Roberto Trovão Laffaef, preso na UPA de Valinhos, passou por São Simão, Batatais e Jurucê; 11 foram presos durante operação

Roberto Trovão Laffaef, preso na UPA de Valinhos, passou por São Simão, Batatais e Jurucê; 11 foram presos durante operação

Em setembro deste ano, um audacioso ataque a um carro forte na Rodovia Cândido Portinari, em Restinga, chocou a região de Ribeirão Preto. Dezesseis criminosos, fortemente armados com explosivos e fuzis capazes de perfurar blindagens, abordaram o veículo. Embora não tenha sido divulgado o valor transportado, sabe-se que os assaltantes não obtiveram sucesso em levar o dinheiro, que pegou fogo durante a tentativa de arrombamento do cofre.

A Operação Carcará e as Prisões

A megaoperação policial, denominada Operação Carcará, resultou na prisão de 11 suspeitos, incluindo Roberto Trovão Lafaev, detido em uma UPA de Valinhos com ferimentos graves no pé. As investigações apontam que Trovão esteve na região de Ribeirão Preto desde julho, realizando um minucioso reconhecimento dos locais e planejando o roubo. Seu celular registrou atividades em diversas cidades vizinhas antes do ataque, incluindo São Simão, Cravinhos, Batatais, Juru, Taquaritinga e Ribeirão Preto.

Rastreamento e Ligações

A investigação rastreou os passos de Trovão nas 24 horas após o ataque, revelando abastecimento em Santa Cruz das Palmeiras, registro telefônico em Cajuru e embarque em uma camionete em Porto Ferreira. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele foi deixado na UPA de Valinhos. A mulher que dirigia o veículo já havia sido presa em fase anterior da operação. Além disso, o gestor da UPA, Marcos Vinícius Cavalcante Pereira, também foi preso por supostamente facilitar o atendimento a Trovão. Três criminosos morreram em confronto com a polícia na Rodovia Joaquim Ferreira, e a promotoria acredita que também estavam envolvidos no ataque. Roberto Trovão e seu irmão, Ricardo (já preso por outros crimes), são considerados os mentores do plano. A promotoria obteve autorização judicial para coleta de material genético para comprovar o envolvimento dos suspeitos.

Desdobramentos e o Futuro das Investigações

Dois fuzis apreendidos no ataque de Restinga foram usados em outros dois crimes semelhantes em diferentes cidades do estado. O advogado de Roberto Trovão nega o envolvimento de seu cliente. A operação Carcará continua em andamento, com a polícia buscando desmantelar completamente a quadrilha responsável por esses ataques que causaram terror na região de Ribeirão Preto.

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