Apesar do recorde, milhões de pessoas ainda buscam trabalho; o professor Fábio dos Reis comenta sobre o desemprego no país
Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE, até junho de 2023, dois milhões de brasileiros estavam desempregados há pelo menos dois anos. Apesar de ser um número alto, representa uma queda de 31,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior, uma diferença de 945 mil pessoas. A taxa de desocupação atingiu 8%, o menor índice para o período desde 2014.
Desemprego persistente: um ciclo vicioso?
Em entrevista à CBN, o professor Fábio Augusto dos Reis, da USP de Ribeirão Preto, analisou a questão. Ele aponta que o desemprego de longa duração cria um ciclo vicioso. A falta de emprego prolongada dificulta a recolocação, pois as empresas se transformam e adotam novas tecnologias, deixando os desempregados desatualizados. A falta de experiência prática e atualização profissional contribui para a manutenção do problema.
Rompendo o ciclo: caminhos para a recolocação
Para o professor, a solução está em buscar novas qualificações. Cursos gratuitos, online ou presenciais, podem atualizar o currículo. A abertura para mudanças de setor e a possibilidade de empreendedorismo também são alternativas viáveis. A persistência e a disposição em se adaptar são cruciais para romper o ciclo do desemprego prolongado.
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Perspectivas futuras e o papel do governo
As perspectivas futuras dependem de medidas governamentais que estimulem o investimento e o crescimento econômico. Um ambiente favorável aos investimentos gera empregos. O controle das contas públicas transmite segurança ao mercado e incentiva investimentos. Programas de qualificação profissional oferecidos por governos municipais e estaduais também são importantes para auxiliar na recolocação profissional. A busca por novas oportunidades, incluindo a mudança de área de atuação, é fundamental para quem busca recolocação no mercado de trabalho.



