O temporal que atingiu Ribeirão Preto no dia 24 de julho já provocou a queda de 1.442 árvores na cidade, segundo atualização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade. O número ainda é considerado preliminar e faz parte de um levantamento técnico realizado pelas equipes do município.
Em entrevista à CBN, a secretária Mariana Sargento explicou que os trabalhos de identificação começaram logo após a tempestade e seguem em andamento. Segundo ela, a avaliação é necessária para definir as ações de recuperação ambiental e o planejamento do replantio das áreas afetadas.
Levantamento árvores
De acordo com a secretária, as equipes atuaram nos primeiros dias após o temporal para eliminar pontos que ainda ofereciam riscos à população. Depois disso, quatro equipes técnicas passaram a avaliar árvores que poderiam estar comprometidas e outras duas ficaram responsáveis pela contagem dos impactos.
O levantamento já alcançou cerca de 60% dos territórios mapeados pela secretaria. Entre os locais mais afetados estão bairros como Vila Virgínia, Parque Ribeirão, Patriarca e Monteiro Lobato, que somam 164 árvores caídas. A região próxima ao Parque Ruben Sion registrou outras 142 quedas.
O campus da Universidade de São Paulo (USP) também teve um grande impacto, com cerca de 600 árvores derrubadas pela força dos ventos.
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Replantio
Segundo Mariana Sargento, a recuperação da arborização da cidade será um processo de longo prazo, já que será necessário tempo para que as novas árvores atinjam a maturidade das espécies que foram perdidas.
A secretária destacou que o município já desenvolve ações de arborização por meio do programa Plantaí Ribeirão, que, segundo ela, realizou o plantio de mais de 30 mil árvores desde janeiro do ano passado. O projeto também atua na recuperação de áreas de preservação permanente e revegetação de locais da cidade.
Além disso, a prefeitura pretende ampliar a capacidade do programa Clique Árvores, voltado ao plantio em calçadas, para atender os moradores e auxiliar no replantio dos locais atingidos pelo temporal.
Prevenção
A secretária afirmou que o município também trabalha em ações para reduzir os impactos de eventos climáticos semelhantes. Segundo ela, o plano municipal de resiliência climática e a atuação conjunta com a Defesa Civil fazem parte das estratégias adotadas pela administração.
Mariana Sargento explicou que um dos objetivos é garantir que cada espécie seja plantada no local adequado, evitando árvores que possam oferecer riscos em determinadas áreas. O manejo e o monitoramento das árvores também fazem parte das medidas preventivas.
Ela citou como exemplo o trabalho realizado na Avenida Nove de Julho, onde foi feita uma análise das árvores com uso de tomógrafo para identificar quais necessitavam de poda ou extração.
A secretária também destacou que o temporal causou impactos além da vegetação. Segundo ela, animais também foram afetados pelo evento, e o Centro de Proteção aos Animais (CEPRAS) recebeu 14 animais que precisaram de atendimento após a tempestade.



