O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, nesta quinta-feira (1°), a decisão que leva o médico Luiz Antônio Garnica e a mãe dele, Elizabete Arrabaça, ao Tribunal do Júri pela morte da professora de Pilates Larissa Rodrigues, em Ribeirão Preto. Em segunda instância, os desembargadores rejeitaram os recursos apresentados pelas defesas contra a sentença de pronúncia da Justiça de Ribeirão Preto.
O crime aconteceu em março de 2025 e é investigado como feminicídio triplamente qualificado, por emprego de veneno, meio cruel e recurso que teria impossibilitado a defesa da vítima. Os advogados de Elizabete e Luiz informaram que vão aguardar a publicação do acórdão, mas adiantaram que pretendem recorrer da decisão.
Defesas
As defesas dos dois acusados negam participação na morte de Larissa. A defesa de Elizabete afirma que ela é inocente e considera frágeis as provas apresentadas contra ela. A advogada não acusa o filho de cometer o crime.
Já a defesa de Luiz Antônio Garnica também sustenta a inocência do médico e afirma que parte das provas coletadas durante as investigações teria sido obtida de forma ilegal, sem um mandado de busca e apreensão válido. A defesa aponta Elizabete como responsável pela morte.
Garnica, que era marido de Larissa, está preso na Penitenciária de Potim. Elizabete está na Penitenciária Feminina de Tremembé.
Leia também
Investigação
Larissa Rodrigues, de 37 anos, foi encontrada morta no apartamento onde vivia com Garnica, na manhã de 22 de março de 2025, no Jardim Botânico, na zona Sul de Ribeirão Preto. Exames detectaram a presença de chumbinho no organismo da vítima.
Segundo a investigação, no início de março Larissa havia descoberto que o marido mantinha uma relação extraconjugal. A Polícia Civil e o Ministério Público concluíram que a professora teria começado a ser envenenada pela sogra, a mando do filho, para evitar uma partilha de bens.
Ainda de acordo com a investigação, Garnica e Elizabete estavam endividados e tinham interesse em manter os patrimônios nas mãos do médico em caso de divórcio.
Outro processo
Elizabete também responde a um processo pela morte da filha, Natália Garnica. Ela será julgada pelo Tribunal do Júri nesse caso, mas a data ainda não foi definida.
Com a decisão do TJ-SP desta quinta-feira, fica mantida a pronúncia de Elizabete e Luiz Antônio pela morte de Larissa. Os dois seguem para o Tribunal do Júri, enquanto as defesas avaliam os próximos recursos.



