Advogados alegaram que as provas encontradas contra Cury no apartamento de Marcelo Plastino foram colhidas de forma ilegal
O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido da defesa de Davi Mansour Kuri, ex-superintendente da Codep, para anular provas encontradas no apartamento de Marcelo Plastino, dono da Construtora Atmosfera. Plastino é um dos acusados em um esquema de fraudes em licitações de R$ 203 milhões envolvendo a prefeitura e a Atmosfera Construções. Kuri também é réu no processo.
Provas Questionadas
A defesa de Kuri alegou ilegalidade na obtenção de documentos e celulares no apartamento de Plastino em novembro de 2016, sem autorização judicial. Entre os documentos, um comprovava uma viagem de Kuri a Miami, supostamente paga por Plastino. A viagem também foi mencionada pela namorada de Plastino, Alessandra Ferreira Martins, em delação premiada.
Decisão Judicial
O desembargador Maurício Valala, da 8ª Câmara de Direito Criminal, rejeitou o pedido de anulação em 8 de maio. Segundo o desembargador, o pedido da defesa extrapolava os limites de atuação cautelar, tratando do mérito da questão. A decisão foi publicada no Diário Oficial em 13 de maio.
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Respostas da Defesa e Próximos Passos
A defesa de Kuri, representada por Maria Cláudia Seixas, declarou que não irá comentar o caso e aguarda o julgamento do mérito. Kuri, em seu depoimento, afirmou ter viajado para os Estados Unidos usando milhas e se hospedado na casa de parentes na Flórida. Os demais envolvidos negam participação no esquema de corrupção na prefeitura de Ribeirão Preto. O processo, originário da força-tarefa Sevandija (2016), ainda não foi sentenciado. A maioria dos 21 réus responde por corrupção passiva.



