Destinar oito horas para cada atividade é fundamental para a manutenção do bem-estar; ouça o ‘CBN Saúde’ com Fernando Nobre
A importância do sono para a saúde cardiovascular
Uma regra prática, embora raramente cumprida, sugere dividir as 24 horas do dia em três partes iguais de oito horas: trabalho, descanso e lazer, e sono. Dormir bem é essencial, pois durante o sono ocorre a redução de variáveis biológicas como pressão arterial e frequência cardíaca, além da diminuição da secreção de hormônios relacionados à vigília. Indivíduos com pressão arterial que não se reduz durante o sono têm maior probabilidade de desenvolver doenças como infarto e AVC, e podem ter uma redução na expectativa de vida.
Sono e função cognitiva: um equilíbrio necessário
Estudos também analisaram a relação entre o sono e a função cognitiva, que engloba processos como percepção, aprendizagem, memória, atenção, vigilância, raciocínio e solução de problemas. Avaliações em indivíduos com tempos de sono extremos (menos de 4 ou mais de 10 horas) mostraram alterações significativas na cognição, com o melhor desempenho observado na média de 7 horas de sono. O estudo indica que, assim como em muitos aspectos da vida, o equilíbrio é fundamental. Nem pouco, nem muito: a quantidade ideal de sono parece estar entre 6 e 8 horas para manter um bom funcionamento cognitivo.
As consequências da privação do sono
A falta de sono adequada pode acarretar diversas consequências negativas para a saúde, inclusive problemas cognitivos. Esquecimentos, dificuldades em resolver problemas simples e desatenção podem ser sinais de privação do sono. Manter uma rotina de sono adequada, com pelo menos 7 horas de descanso noturno, contribui significativamente para a saúde física e mental, melhorando o desempenho cognitivo e a qualidade de vida.
Leia também
Manter uma rotina de sono regular e de qualidade é fundamental para a saúde cardiovascular e cognitiva. Priorizar o descanso adequado é um investimento na longevidade e na qualidade de vida.