Diretor da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, diz que essa transmissão é preocupante porque os pesquisadores ainda não sabem a origem
Ribeirão Preto registra sete casos da nova variante de coronavírus, Ômicron, em transmissão comunitária
Casos confirmados e transmissão comunitária
A cidade de Ribeirão Preto confirmou sete casos da variante Ômicron do coronavírus. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a transmissão ocorreu de forma comunitária, pois os infectados não viajaram recentemente e não tiveram contato com pessoas contaminadas. Três dos pacientes infectados sequer saíram de Ribeirão Preto, descartando ainda mais a hipótese de contaminação externa.
Influenza H3N2 e vacinação
Além da Ômicron, foram confirmados casos da variante H3N2 da influenza. O secretário municipal de saúde, José Carlos Moura, explicou que a identificação das variantes se deu por meio de exames coletados e sequenciados pelo laboratório móvel do Butantan. Ele reforçou a importância da vacinação, especialmente a segunda dose, ressaltando que há mais de 41 mil pessoas na cidade que só tomaram a primeira dose e um número significativo de jovens entre 20 e 49 anos sem a imunização completa. A vacinação é apontada como eficaz na prevenção de casos graves, com a maioria dos casos recentes de Ômicron apresentando esquema vacinal completo.
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Preocupações e recomendações
A transmissão comunitária da Ômicron preocupa especialistas, pois a origem da contaminação é desconhecida. Rodrigo Estabele, pesquisador da Fiocruz, alerta para a disseminação rápida da variante e a necessidade de cautela, mesmo com a percepção de sintomas mais leves na fase aguda da doença. Há incertezas sobre os efeitos pós-Covid da Ômicron, e a infecção cruzada com a influenza aumenta a sobrecarga no sistema de saúde. A recomendação é reforçar as medidas preventivas: uso de máscara, distanciamento social e vacinação completa. A taxa de ocupação de leitos de UTI em Ribeirão Preto está em 31%, e a de enfermarias em 28%. A cidade já aplicou 1.266.000 doses de vacina contra a Covid-19.


