Ribeirão Preto, Bebedouro e Sertãozinho fazem parte do ‘top 5’ dos combustíveis
O preço dos combustíveis tem sido um tema recorrente entre os ouvintes da CBN, com relatos de valores exorbitantes em diversas cidades do interior paulista. Em Araraquara, o etanol atingiu preços considerados absurdos por um ouvinte, enquanto em Franca, a uniformidade de preços em todos os postos gerou estranheza.
Preços Elevados em Ribeirão Preto e Região
Ribeirão Preto, Bebedouro e Sertãozinho figuram entre as cidades com a gasolina mais cara do estado de São Paulo, com valores médios acima da média nacional. Em janeiro, o preço mínimo do litro foi de R$ 3,98, mas chegou a R$ 4,39, uma diferença significativa em relação à média brasileira de R$ 4,18. Essa disparidade também se observa no etanol, com Franca apresentando um dos preços mais altos do estado.
Possíveis Causas da Disparidade de Preços
A mudança na forma como a Petrobras repassa os reajustes, com 13 aumentos consecutivos da gasolina desde outubro de 2022, contribui para a instabilidade de preços. Pesquisas da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontam que a diferença entre o valor da distribuidora e o preço final ao consumidor é maior em cidades da região, chegando a 16% em alguns casos. Postos em rodovias, por sua vez, costumam oferecer preços mais baixos para atrair motoristas, principalmente devido ao maior consumo de diesel nesses locais.
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Perspectivas Futuras e Conclusões
Especialistas apontam que o preço do etanol pode sofrer novas elevações devido à entressafra e ao reajuste da Petrobras. No entanto, espera-se uma queda nos preços a partir do final de fevereiro e início de março, com o início da safra e a redução dos estoques pelas usinas. A diferença de preços entre cidades e rodovias, e a falta de investigação sobre possíveis cartéis, permanecem como pontos de preocupação e debate.



