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UFSCar busca voluntários para novo tratamento do mau cheiro na axila

Muito mais do que a falta de higiene, o 'cecê' pode ser uma patologia; quem explica é a pesquisadora Carla Peres de Paula
mau cheiro axila
Muito mais do que a falta de higiene, o 'cecê' pode ser uma patologia; quem explica é a pesquisadora Carla Peres de Paula

Muito mais do que a falta de higiene, o ‘cecê’ pode ser uma patologia; quem explica é a pesquisadora Carla Peres de Paula

Cheiro excessivo do corpo, conhecido popularmente como "CC", é um problema que afeta muitas pessoas. Mas o que causa esse odor desagradável e como combatê-lo? A bromidrose, nome científico do problema, possui diversas causas, de acordo com a Dra. Carla Pérez de Paula, doutora em biotecnologia pela Unicamp.

Causas da Bromidrose

A especialista explica que a bromidrose pode ter origem genética, estar relacionada à falta de higiene, hábitos alimentares, ou mesmo a um desequilíbrio da microbiota axilar. Certas bactérias presentes na região das axilas podem produzir o mau odor. Alimentos condimentados, como pimenta, podem piorar a situação, e embora o calor aumente a transpiração, ele não é o único fator determinante do problema. O uso de alguns medicamentos também pode contribuir para o aumento do suor e do odor.

Nova Pesquisa Promissora

Uma pesquisa realizada em parceria entre a Unicamp, a empresa Alfiscar e a startup Chiquetê Saúde, com financiamento da Fapesp, busca desenvolver um produto probiótico natural para reequilibrar a microbiota axilar. A ideia é criar uma alternativa mais natural aos desodorantes convencionais, que podem ser agressivos para a pele e causar alergias. A pesquisa também visa desenvolver um serviço de diagnóstico para identificar desequilíbrios na microbiota axilar.

Participe da Pesquisa

A pesquisa busca 40 voluntários, com idade entre 20 e 40 anos, sendo 20 com bromidrose e 20 sem a condição, residentes em São Paulo ou região. Os interessados em participar devem entrar em contato pelo telefone (16) 99383-4661. A participação na pesquisa é uma oportunidade de contribuir para o desenvolvimento de um novo produto que pode ajudar milhares de pessoas a combater o desconforto causado pelo odor corporal excessivo.

O estudo destaca a importância de se buscar alternativas naturais para o tratamento da bromidrose, oferecendo uma solução que não apenas mascara o odor, mas trata a causa do problema. A pesquisa representa um avanço significativo na busca por soluções eficazes e menos agressivas para quem sofre com esse problema.

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