Enquanto o combustível terá um recuo de 1,82 %, a manufatura do açúcar deve crescer 12,03%
Projeções otimistas para a safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul
As usinas da região Centro-Sul do Brasil devem produzir 12,03% a mais de açúcar na próxima safra, enquanto a produção de etanol deve recuar 1,82%, segundo projeções da Datagro divulgadas em evento realizado em Ribeirão Preto. A moagem de cana também deve aumentar, passando de 575 milhões de toneladas para 583 milhões, um crescimento de 1,39%.
Aumento na produção de açúcar e desafios para o etanol
A produção de açúcar deve chegar a quase 30 milhões de toneladas, contra 26 milhões na safra anterior, representando um aumento de 38,8% na participação do produto no mercado. Esse crescimento se deve, em parte, à baixa lucratividade do mercado internacional de açúcar nos últimos anos. Apesar da projeção de queda na produção de etanol (32,3 milhões de litros, uma baixa de 600 milhões de litros em relação à safra anterior), o etanol segue como principal investimento das usinas. O volume total inclui 1 bilhão de litros de etanol de milho, que vem ganhando espaço em estados como Mato Grosso.
Cenário favorável para o etanol, apesar dos desafios
Mesmo com a crescente produção de etanol em países como a Índia, o mercado para o etanol de cana permanece favorável devido às perdas no mercado de petróleo e à valorização do dólar, que elevou o preço da gasolina. O otimismo no setor também é impulsionado por reformas políticas e econômicas em discussão no governo federal, além de expectativas em relação a programas de incentivo a fontes sustentáveis de energia. Em resumo, a próxima safra apresenta um cenário positivo para o setor sucroenergético, com aumento na produção de açúcar e perspectivas favoráveis para o etanol, apesar da concorrência internacional.
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As usinas da região Centro-Sul estão otimistas com o aumento na produção de açúcar e a manutenção de um mercado favorável ao etanol, mesmo com a redução prevista na produção deste último. A expectativa é de uma safra positiva, impulsionada por fatores como a valorização do dólar e os programas de incentivo governamentais.



