A coluna Giro do Agro aborda uma nova estratégia adotada por usinas produtoras de etanol de cana-de-açúcar, que estão investindo em estruturas híbridas para produzir etanol de milho durante a entressafra. O modelo de usina flex permite aproveitar a estrutura existente, diluir custos fixos e manter a produção ao longo de todo o ano, já que o milho pode ser armazenado.
Segundo Alessandro Salvador, diretor comercial da APLOS, a planta de milho é instalada ao lado da usina de cana e utiliza parte da estrutura já disponível. Além do etanol, o processamento do milho gera DGS, farelo rico em proteína utilizado na alimentação de gado, suínos e aves, e óleo de milho. O modelo também permite utilizar o bagaço da cana para gerar vapor e energia para a planta de milho.
A estratégia pode reduzir o investimento necessário para ampliar a produção, com uma planta de etanol de milho ao lado de uma usina de cana já instalada, custando, segundo a coluna, cerca de R$ 900 milhões, ante aproximadamente R$ 1,4 bilhão para uma nova planta de etanol de cana construída do zero. A coluna destaca ainda o potencial do modelo para usinas da região de Ribeirão Preto, que podem combinar cana e milho para ampliar a operação durante a entressafra. Ouça o áudio completo do Giro do Agro para acompanhar os detalhes da estratégia.