Os adoçantes artificiais, frequentemente utilizados como substitutos do açúcar, podem apresentar riscos à saúde quando consumidos por longos períodos. Na coluna CBN Saúde, o cardiologista Fernando Nobre destacou que, embora esses produtos possam ajudar na redução da ingestão de açúcar e calorias no curto prazo, estudos recentes apontam possíveis impactos sobre o metabolismo, a microbiota intestinal e a saúde cardiovascular.
Segundo o especialista, pesquisas têm associado o consumo prolongado de adoçantes artificiais ao aumento do risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e até maior mortalidade. Entre os compostos citados estão aspartame, sorbitol e eritritol, este último relacionado, em alguns estudos, a um maior risco de complicações cardiovasculares.
Como orientação, Fernando Nobre recomenda que os adoçantes sejam utilizados apenas como recurso temporário e com moderação. A preferência, segundo ele, deve ser por alimentos in natura, como frutas, dentro de uma alimentação equilibrada, considerada a principal estratégia para promover a saúde e reduzir riscos no longo prazo.
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