Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo) estão recrutando voluntários para um estudo que pretende avaliar a chamada alimentação consciente entre adultos brasileiros. A pesquisa é conduzida pela doutoranda Carolina Assis Silva, sob orientação da professora Camila Cremonezi Japur, do Departamento de Ciências da Saúde.
O objetivo do estudo é validar uma escala que mede a percepção das sensações físicas e emocionais relacionadas ao momento das refeições e ao ambiente alimentar. A ferramenta já existe em outros países e agora passa por adaptação para a realidade cultural do Brasil.
A participação é voluntária, anônima e totalmente online, por meio de um questionário que leva de 10 a 15 minutos para ser respondido.
Quem participa
Podem participar adultos entre 18 e 59 anos, que não estejam gestantes e tenham acesso à internet. Ao final do questionário, os participantes recebem um material educativo com orientações e exercícios simples para desenvolver a alimentação consciente no dia a dia.
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Segundo a pesquisadora Carolina Assis Silva, a alimentação consciente envolve atenção ao momento da refeição e aos fatores que influenciam o comportamento alimentar. “A alimentação consciente é a capacidade de trazer atenção intencional para o momento da refeição, percebendo sinais de fome, saciedade, o sabor dos alimentos e também as emoções envolvidas ao comer.”
A pesquisadora explica que muitas pessoas acabam se alimentando de forma automática, sem perceber os estímulos que levam ao início ou ao término da refeição.
Comportamento alimentar
De acordo com a especialista, desenvolver maior consciência sobre o ato de comer pode contribuir para uma relação mais equilibrada com a alimentação e ajudar na prevenção de comportamentos alimentares problemáticos.
Estudos indicam que essa abordagem pode auxiliar na redução de episódios de alimentação emocional, quando a comida é utilizada para lidar com sentimentos como ansiedade, tristeza ou estresse. “Quando a pessoa desenvolve mais consciência sobre o como e por que está comendo, ela pode melhorar a forma como responde aos estímulos alimentares e às emoções.”
Após a fase de coleta de dados, os pesquisadores irão analisar se a escala utilizada funciona adequadamente na população brasileira, contribuindo para novas pesquisas e estratégias de cuidado em nutrição no país.



