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USP desenvolve projeto que ajuda educadores a identificarem sinais de maus-tratos em crianças

Número denúncias de violência contra menores tem aumentado nos últimos anos
maus-tratos em crianças
Número denúncias de violência contra menores tem aumentado nos últimos anos

Número denúncias de violência contra menores tem aumentado nos últimos anos

Um projeto da USP de Ribeirão Preto capacita educadores para identificar sinais de maus-tratos e violência contra crianças. A iniciativa, desenvolvida pelo professor Marco Aurélio Guimarães, em conjunto com o professor Fausto Gobo, busca preparar professores para reconhecer e denunciar casos de agressão.

Sinais de Violência: Como Identificá-los

De acordo com o professor Guimarães, os professores são fundamentais na detecção de violência contra crianças, pois passam mais tempo com elas do que os pais, muitas vezes os próprios agressores. Os sinais mais comuns incluem lesões incompatíveis com as explicações dadas, como escoriações em locais inesperados ou equimoses (manchas roxas) em diferentes estágios de cicatrização. Hematoma (inchaço causado por rompimento de vasos sanguíneos), como um galo na cabeça, também é um sinal importante. A ocultação de lesões por meio de roupas deve ser observada com atenção.

Alterações Comportamentais: Um Sinal de Alerta

Além de lesões físicas, alterações comportamentais são cruciais. Crianças vítimas de agressão podem apresentar mudanças extremas de comportamento, oscilando entre retraimento, isolamento, baixo desempenho escolar e agressividade excessiva com colegas e professores. Qualquer desvio significativo do comportamento usual da criança deve ser considerado um sinal de alerta.

Denúncia e Proteção Legal

O projeto enfatiza a importância de denunciar qualquer suspeita de violência, assegurando aos professores proteção legal. O Estatuto da Criança e do Adolescente garante que profissionais de ensino não serão penalizados por denúncias de boa-fé, mesmo que a suspeita não se confirme. A mera suspeita já justifica a denúncia às autoridades competentes, que investigarão o caso.

Para escolas interessadas em participar do projeto de capacitação, o contato pode ser feito pelos e-mails: mhgarrobafmrp.usp.br (Prof. Marco Aurélio Guimarães) ou fausto.goboarrobausp.br (Prof. Fausto Gobo).

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