Fórmula descoberta pelos pesquisadores facilita a identificação de tumores e protege células saudáveis
Uma pesquisa inovadora da USP Ribeirão Preto promete revolucionar a radioterapia, minimizando os efeitos colaterais em pacientes com câncer. A equipe desenvolveu um composto inovador capaz de oferecer mais qualidade de vida durante o tratamento.
O Desenvolvimento do Pó de Terras Raras
Após três anos de pesquisa intensiva no laboratório do Departamento de Física da USP, o pesquisador Luiz Carlos Oliveira e sua equipe criaram um pó branco composto por terras raras. A motivação surgiu da necessidade de um controle de qualidade mais rigoroso nas técnicas de radioterapia modernas. A precisão, rapidez e alta resolução espacial são cruciais para o sucesso do tratamento.
Como Funciona a Tecnologia
O material desenvolvido tem a capacidade de registrar, com alta precisão e repetidamente, a quantidade de radiação que os tecidos recebem. O professor Oswaldo Bafa Filho compara o processo a uma fotografia instantânea, que preserva as células saudáveis. Diferente dos métodos tradicionais, o composto elimina a necessidade de processos demorados como exposição, revelação e fixação, proporcionando resultados imediatos.
Perspectivas Futuras e Impacto no Tratamento
Embora o composto já possua patente, sua produção ainda está restrita ao laboratório. Oswaldo Bafa Filho expressa o desejo de que a divulgação da pesquisa atraia empreendedores interessados em transformar a descoberta em um produto acessível. O médico radiologista Harley Francisco Oliveira enfatiza a importância da precisão no tratamento para reduzir os efeitos colaterais nos pacientes. A tecnologia, segundo ele, representa um avanço significativo para o futuro da radioterapia, visando a cura com o mínimo de toxicidade.
A pesquisa da USP Ribeirão Preto, publicada em uma renomada revista científica inglesa, representa um passo importante para aprimorar o tratamento do câncer e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.



