As vezes com muito sol, outras com muita chuva, falta de regularidade no regime climático é vilão do bolso dos consumidores
Preços nas alturas: Impacto do clima na feira
O início de 2024 trouxe uma triste notícia para os consumidores brasileiros: a alta nos preços de alimentos básicos na feira. Cenoura, batata, tomate e banana lideraram a lista de vilões do orçamento doméstico, com aumentos significativos que impactaram diretamente o bolso da população. A dona Regina, frequentadora assídua das feiras, destaca a influência do clima como fator determinante para essa situação. O tempo, ora com excesso, ora com falta de chuva, prejudicou o desenvolvimento das plantações, afetando a produção e, consequentemente, o abastecimento.
Lei da oferta e da procura e o custo do frete
Para o economista Fábio Gomes, a situação se explica pela lei da oferta e da procura. Com a diminuição da oferta de hortaliças, devido às condições climáticas adversas, os preços sobem naturalmente. A onda de calor, por exemplo, impactou negativamente a produção. Além disso, o frete contribuiu para o aumento dos preços, já que muitos produtos são transportados de outras regiões do estado e até de outros estados, encarecendo o custo final para o consumidor. Eloíra Ribeiro, feirante experiente, confirma essa realidade, relatando a necessidade de buscar produtos em locais mais distantes, como São Paulo e São José do Rio Preto, para suprir a demanda local.
Impacto no consumidor e no feirante
Os números comprovam o impacto da alta de preços. Segundo a segunda medição da inflação do IBGE, a cenoura ficou 35% mais cara em 2024, custando em média R$ 5,00 um pacotinho com quatro unidades. A batata registrou alta de 22%, com o quilo variando entre R$ 10,00 e R$ 12,00. O tomate teve reajuste de 5%, enquanto a banana apresentou aumento entre 2% e 5%. A situação gera frustração nos consumidores, que questionam os preços elevados. Para os feirantes, como Eloíra, o desafio é explicar a situação e manter as vendas, buscando oferecer os melhores preços possíveis. A expectativa é de melhora no segundo semestre, mas, por enquanto, a realidade é de dificuldades.
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O cenário atual demonstra a fragilidade da produção de alimentos frente às mudanças climáticas e a complexidade da cadeia de suprimentos. Acompanhar as condições climáticas e os cultivos, tanto na região quanto em outras partes do Brasil, é fundamental para mitigar os impactos futuros e garantir o abastecimento da população com preços mais acessíveis.