Pesquisador do Instituto Adolfo Lutz, Vitor Engracia Valenti, analisa os prós e os contras da estabilidade da cepa
A variante P1 do coronavírus continua predominante em Ribeirão Preto, atingindo cerca de 88% dos casos, segundo pesquisa do Instituto Adolfo Lutz. Embora isso possa indicar estabilidade, a chegada do clima frio aumenta a preocupação com o surgimento de novas variantes.
Estabilidade da P1 e Cenário Atual
O pesquisador Victor Ingrácia Valente, do Instituto Adolfo Lutz e professor da Unesp, explica que a prevalência da P1 em Ribeirão Preto se estabilizou em torno de 88%, um valor próximo ao observado em Manaus no auge da pandemia. Apesar de São José do Rio Preto apresentar uma porcentagem ainda maior (96%), a estabilidade em Ribeirão Preto pode ser vista como um sinal positivo.
Riscos do Clima Frio e Novas Variantes
No entanto, o especialista alerta para os riscos do clima frio, que favorece a transmissão de vírus respiratórios, incluindo novas variantes do coronavírus. Estudos mostram que temperaturas mais baixas diminuem a capacidade de inativação do vírus. A umidade, salinidade e pH também influenciam na transmissão viral, aumentando as chances de surgimento de novas variantes durante o inverno.
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A Emergência de Novas Variantes e Medidas Preventivas
Uma nova variante, a P1.2, derivada da P1, já está presente em Presidente Prudente e apresenta crescimento. A possibilidade de ela ser tão ou mais agressiva que a P1 é real, exigindo monitoramento constante. A baixa taxa de sequenciamento genômico dificulta a detecção precoce de novas variantes em circulação, o que reforça a necessidade de vigilância e medidas preventivas. O Instituto Adolfo Lutz permanece monitorando a situação e fornecendo dados essenciais para a tomada de decisões.


