Pesquisa da Fecomércio-SP aponta retração de 23% no nicho; no acumulado dos últimos 12 meses, recuo é de 5,5%
O varejo paulista apresentou resultados preocupantes em maio, com retração de 4,5% em comparação ao mesmo mês de 2015, ano que já havia registrado números negativos. Em Ribeirão Preto, a situação é ainda mais crítica, com recuo de 5,5% no acumulado dos últimos 12 meses.
Queda acentuada no setor de construção
O setor de materiais de construção é o que mais preocupa na região, apresentando uma queda impressionante de 23% nas vendas. Para Guilherme Dietzer, assessor econômico da Fecomércio, essa retração é consequência direta da crise econômica, fazendo com que as famílias priorizem gastos essenciais e adiem a compra de bens duráveis, como veículos, materiais de construção e eletrodomésticos.
Cenário em Ribeirão Preto e perspectivas futuras
Apesar do cenário negativo, Ribeirão Preto se mantém em situação melhor que a média estadual. Enquanto o varejo paulista teve queda de 4,5% em maio, a região registrou recuo de apenas 0,5%. Dietzer destaca que, embora a base de comparação seja fraca (o ano anterior), as previsões para o segundo semestre são otimistas, com expectativa de desempenho superior à média paulista. A retomada do setor de construção, segundo o assessor, depende da redução das taxas de juros para financiamentos, estimulando a confiança do consumidor e o aumento da demanda.
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Outros setores impactados
Além do setor de construção, outros segmentos também sofrem com a retração das vendas. Nos últimos 12 meses, o setor de vestuário e calçados registrou queda de 10,2%, enquanto o de móveis e decoração acumulou retração de 31%. A recuperação do mercado varejista como um todo, portanto, depende de uma melhora no cenário econômico geral, com redução dos juros, aumento do crédito e maior confiança por parte dos consumidores.



