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Vereador preso por suspeita de fraude e reeleito causa impasse em Miguelópolis

João Tadeu Jorge Júnior foi detido na 'Cartas em Branco', por suspeita de fraudar licitações, mas foi reeleito e recebe R$ 7 mil
fraude eleitoral
João Tadeu Jorge Júnior foi detido na 'Cartas em Branco', por suspeita de fraudar licitações, mas foi reeleito e recebe R$ 7 mil

João Tadeu Jorge Júnior foi detido na ‘Cartas em Branco’, por suspeita de fraudar licitações, mas foi reeleito e recebe R$ 7 mil

Vereador preso em Tremembé continua recebendo salário

Polêmica em Miguelópolis: Vereador cumpre pena, mas recebe vencimentos

João Tadeu Jorge Júnior, vereador de Miguelópolis, encontra-se preso na penitenciária de Tremembé desde o início do ano. Apesar de sua prisão e ausência na cerimônia de posse, o juiz Magnulo Loureiro Júnior permitiu sua posse, mesmo detido. Neander de Souza Toledo, seu suplente, chegou a assumir o cargo temporariamente.

Salário mantido, apesar do afastamento

Apesar de afastado das funções pela justiça, o vereador continua recebendo seu salário integral de R$ 6.900,00 sem comparecer às sessões da Câmara. A presidente da Câmara, Angela Aparecida Alves de Menezes, explica que a posse foi inicialmente concedida devido a um prazo estipulado pelo juiz. No entanto, medidas estão sendo estudadas para reverter a situação, já que a cidade arca com um salário a mais, além do pagamento do suplente. A presidente afirma que o processo corre em segredo de justiça, dificultando uma solução rápida.

Reações da população e processo judicial

A situação gerou indignação entre os moradores de Miguelópolis. Cidadãos como o pedreiro Elias dos Santos e o médico César Santana demonstram sua inconformidade com o recebimento de salário por um vereador preso. A advogada Renata Rodrigues destaca a sensação de impunidade e a frustração da população que trabalha e contribui sem ver resultados, relacionando o caso à corrupção. Em uma recente audiência, 20 testemunhas de defesa e 10 de acusação foram ouvidas no âmbito da Operação Gaeko, que investiga o vereador por suspeita de participação em um esquema de fraudes em licitações que desviou cerca de R$ 6 milhões. O vereador foi denunciado por organização criminosa, corrupção passiva e usurpação de função pública. Seu advogado argumenta que a acusação não afeta sua atuação nos próximos quatro anos.

A situação do vereador preso recebendo salários públicos gera debate sobre a transparência e o uso de recursos públicos. A população aguarda desfecho da situação e medidas para evitar novas ocorrências.

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