Ouça o segundo bloco do programa que foi ao ar neste sábado (11)
Doze anos após a sanção da Lei Maria da Penha, o programa Almanac, da CBN, debateu a violência contra a mulher, apresentando dados alarmantes e iniciativas locais de combate ao problema.
Casos Recentes e a Impunidade
O programa relembrou casos recentes de violência na região, como o de um rapaz que esfaqueou a ex-namorada em Pitangueiras e o caso de uma mulher encontrada carbonizada em Jardinópolis. Esses exemplos ilustram a frequência com que crimes passionais ocorrem e a vulnerabilidade das mulheres, muitas vezes sem alternativa para pedir socorro.
A Importância da Denúncia e a Campanha “Ribeirão Apitando”
A discussão se estendeu à importância de denunciar qualquer tipo de violência, mesmo os primeiros sinais, como brigas e ameaças. Para mobilizar a sociedade, foi lançada a campanha “Ribeirão Apitando Contra o Assédio e a Violência à Mulher”, que incentiva o uso de apitos como forma de alertar e denunciar situações de violência. A iniciativa prevê a distribuição de apitos e ações em escolas e ônibus, buscando conscientizar motoristas e passageiros.
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A Lei Maria da Penha, o Feminicídio e o Assédio
O programa abordou as conquistas da Lei Maria da Penha, incluindo a tipificação do feminicídio e as mudanças na legislação sobre estupro e assédio. A discussão destacou a importância de se reconhecer diferentes formas de violência, incluindo o assédio, que muitas vezes não é denunciado por ser culturalmente normalizado. A gravidade do assédio e seus impactos psicológicos nas mulheres foram enfatizados, com exemplos de casos ocorridos em diferentes ambientes, como trabalho, rua e escola. A conversa também abordou a questão da violência doméstica praticada por filhos contra mães, especialmente em casos de dependência química.
A conscientização da população, incluindo homens e mulheres, é crucial para combater a violência contra a mulher. A mudança cultural é fundamental, rompendo com a ideia de que a violência é aceitável ou que as mulheres são culpadas. A denúncia é essencial, e os serviços de apoio, como o NAEM (Núcleo de Atendimento Especializado à Mulher), estão disponíveis para auxiliar as vítimas. A campanha “Ribeirão Apitando” representa um esforço significativo para dar voz às mulheres e criar uma rede de apoio na comunidade.



