Ouça o primeiro bloco do programa que foi ao ar neste sábado (11)
A Lei Maria da Penha completa 12 anos em 2018 com aumento nas denúncias de violência contra a mulher, mas o problema persiste. Em Ribeirão Preto, sete mulheres são amparadas a cada dois dias, muitas por meio de medidas protetivas.
O Feminicídio de uma Advogada e o Silêncio dos Vizinhos
A morte de uma advogada em Guarapuá, Paraná, após agressões do marido, chocou o país. Câmeras de segurança registraram a violência, e vizinhos ouviram seus pedidos de socorro, mas não intervieram. Esse caso destaca a importância da denúncia, mesmo em situações que pareçam ser “brigas de marido e mulher”.
A Dinâmica da Violência e o Ciclo de Abuso
A violência contra a mulher raramente surge do nada. Geralmente começa com agressões psicológicas, como controle, proibições e humilhações. Com a resistência da vítima, a violência física pode se intensificar, seguindo um ciclo de tensão, agressão e “lua de mel” (arrependimento do agressor), que aprisiona a mulher em uma relação destrutiva.
Recursos Legais e Apoio às Vítimas
A Lei Maria da Penha oferece medidas protetivas como afastamento do agressor, mas o medo e a dependência emocional e financeira impedem muitas mulheres de denunciar. O Núcleo de Atendimento Especializado à Mulher (NAEM) em Ribeirão Preto oferece acolhimento, encaminhamentos para reinserção profissional, apoio psicológico e articulação com outros órgãos para garantir a segurança das vítimas. A Patrulha Maria da Penha, com acompanhamento da Guarda Municipal, garante proteção em casos de risco iminente de morte. O descomprimento da medida protetiva é agora considerado crime, reforçando a importância da denúncia reiterada. A rede de apoio, incluindo ONGs, judiciário e órgãos municipais, é crucial para o enfrentamento da violência contra a mulher.
A violência contra a mulher é um problema complexo que exige a ação conjunta da sociedade, das instituições e de cada indivíduo. Denunciar é fundamental para salvar vidas e romper o ciclo de abuso. A conscientização sobre a dinâmica da violência, os recursos disponíveis e a importância da solidariedade são passos essenciais para construir uma sociedade mais justa e segura para todas as mulheres.



