Novas vítimas procuraram a reportagem para denunciar uma corretora de imóveis suspeita de aplicar golpes em Ribeirão Preto. Os relatos indicam prejuízos que ultrapassam R$ 10 mil, após pagamentos antecipados em negociações que não foram concluídas.
Segundo as denúncias, as corretoras Josiane Passos e Maria Barbosa Passos são acusadas de solicitar valores como entrada, taxas e garantias, sem que os imóveis fossem efetivamente negociados. Em alguns casos, as vítimas também relatam tentativas de intimidação após cobrarem a devolução do dinheiro.
Relatos de vítimas
Uma das vítimas, Letícia de Moraes, afirma ter perdido cerca de R$ 19 mil após negociar a compra de uma casa. Ela conta que, ainda no início do processo, foi orientada a fazer pagamentos referentes a custos de engenharia e cartório.
Após a desistência da venda do primeiro imóvel, a corretora teria oferecido uma segunda opção e solicitado um novo valor como garantia. Mesmo sem condições financeiras, a vítima conseguiu o dinheiro emprestado e realizou a transferência.
Meses depois, ao buscar informações diretamente com o proprietário do imóvel, Letícia descobriu que o contrato já havia sido cancelado e que o valor pago nunca foi repassado, o que levantou a suspeita de golpe.
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Intimidação
Após cobrar a devolução do dinheiro, a vítima relata ter recebido mensagens de um suposto policial, afirmando que a corretora não teria condições de pagar a dívida naquele momento e sugerindo um acordo.
A apuração indicou que a imagem usada no perfil pertencia a um policial civil do Rio de Janeiro, que morreu em 2021. A suspeita é de que o perfil tenha sido criado para intimidar as vítimas e evitar denúncias.
O caso causou ainda mais preocupação entre os envolvidos, que relatam medo e insegurança diante da situação e da forma como foram abordados.
Outros casos
Outra vítima, Tamara Martinez, afirma ter perdido valores ao tentar comprar um imóvel para os pais. Segundo ela, a corretora solicitou pagamentos para despesas como escritura e matrícula, que não foram concretizadas.
Tamara também relata que a suspeita teria utilizado seus dados pessoais para criar uma conta bancária e contratar serviços sem autorização, incluindo crédito via Pix.
A reportagem já havia recebido denúncias semelhantes de outras vítimas, que também afirmam ter realizado pagamentos e não recebido retorno. O caso segue sendo acompanhado, com registros feitos na polícia.



