Pesquisa diz que 20% das pessoas com nome sujo não foram as más pagadoras
O primeiro trimestre de 2024 registrou um aumento alarmante na inadimplência, com 900 mil brasileiros a mais negativados. De acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), esse número representa 39% da população adulta brasileira.
Região Sudeste em Destaque
A região Sudeste concentra o maior número absoluto de negativados. A pesquisa indica que dois em cada dez inadimplentes tiveram seus nomes utilizados por terceiros, principalmente para ajudar amigos ou familiares.
As Consequências de Emprestar o Nome
O economista Flávio Calife explica que emprestar o nome para outra pessoa, mesmo com boas intenções, acarreta riscos significativos. A dívida recai sobre quem emprestou o nome, independente de ter recebido qualquer benefício financeiro. Isso pode resultar em dificuldades para obter crédito, financiamentos e até mesmo ações judiciais.
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O estudo revela que apenas 3% dos que pediram o nome emprestado honraram o compromisso, enquanto 41% dos que emprestaram tiveram que arcar com a dívida. Apesar dos transtornos, 24% dos entrevistados admitiram ter emprestado o nome novamente.
Emprestar o nome, portanto, pode gerar problemas financeiros e burocráticos consideráveis. A solução para quem se encontra nessa situação é pagar a dívida ou negociar com quem a contraiu. A prevenção, contudo, é a melhor saída: evitar emprestar o nome a terceiros.



