Psicóloga, Danielle Zeoti, explica que esse tipo de manifestação é normal entre os pequenos; ouça o ‘CBN Comportamento’
As crianças estão brincando de Covid-19, e isso não é apenas uma brincadeira inocente. Segundo a psicóloga Daniela Ezeote, essa brincadeira representa a forma como as crianças elaboram os conflitos e angústias causados pela pandemia.
A brincadeira como forma de elaboração
Através da brincadeira, as crianças externalizam seus medos e inseguranças. A falta de linguagem totalmente desenvolvida para expressar sentimentos complexos como medo da contaminação ou da morte, faz com que a brincadeira se torne uma ferramenta fundamental. Assim como crianças em situações de separação dos pais brincam de advogados ou juízes, as que vivem a pandemia brincam de álcool em gel, máscaras e vacinas, processando sua realidade.
O impacto no desenvolvimento infantil
O impacto da pandemia no desenvolvimento da consciência infantil ainda é incerto. Embora possa levar ao desenvolvimento de resiliência e hábitos de higiene, também pode gerar medo e paranoia. A forma como pais e sociedade lidam com essas brincadeiras é crucial. Incentivar a brincadeira, explicando os processos de higiene e proteção, ajuda a criança a processar seus sentimentos de forma segura e saudável. A volta às escolas também é fundamental para a socialização e desenvolvimento infantil.
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Estimulando a brincadeira e a conscientização
O principal recado para pais e responsáveis é: brinquem junto com as crianças! Participe das brincadeiras, mostrando que você entende suas preocupações. Incentivar a brincadeira sobre a Covid-19, de forma lúdica e educativa, permite que as crianças processem suas angústias em um ambiente seguro e confortável. A interação e o apoio dos adultos são fundamentais para ajudar as crianças a lidar com os desafios da pandemia e a construir um futuro mais saudável e resiliente.