Concessionária realiza uma campanha para conscientizar os motoristas; ouça a gerente da Via Paulista, Ana Caetano
Motoristas que enfrentam sono ao volante representam um risco grave nas rodovias, alertam especialistas e concessionárias. Pesquisa e declarações de Ana Caetano, gerente de operações da Via Paulista, apontam semelhança entre os efeitos da sonolência e o consumo de álcool — perda de reflexos e de percepção que pode resultar em acidentes.
Dados e comparações com álcool
Em levantamento realizado pela Via Paulista, 5% dos acidentes analisados ocorreram com motoristas que admitiram ter adormecido ao volante. “O efeito sobre os reflexos é semelhante ao de quem ingeriu bebida alcoólica”, afirma Ana Caetano. Dados da Associação Brasileira do Sono indicam que a sonolência é responsável por cerca de 30% das mortes e 20% dos acidentes em vias do país.
Quando o risco aumenta
O risco é maior em viagens de longa distância e quando o condutor dirige por mais de quatro a cinco horas sem descanso. Ocorrências também costumam aparecer após o almoço, especialmente quando a alimentação é mais pesada, além de viagens noturnas ou situações em que o motorista não dormiu adequadamente na noite anterior.
Orientações práticas
Ao sentir sonolência, a recomendação é interromper a viagem e procurar um local seguro, como postos de serviço. “Ao longo do trecho administrado pela Via Paulista, de 720 km, há postos de atendimento ao usuário onde o motorista pode usar o banheiro, beber água, acessar a internet e alongar-se”, explica Ana Caetano. Paradas curtas e planejadas ajudam a reduzir o risco antes de retomar a direção.
Especialistas e concessionárias reforçam que os números podem ser subestimados — os 5% referem-se apenas aos motoristas que admitiram ter adormecido — e pedem atenção redobrada: nunca encarar o trânsito com sonolência, pela segurança de todos.



