Sobre como ‘driblar’ esses embates, confira o comentário de Marcio Spimpolo na coluna ‘Condomínio Legal’
Neste Dia das Crianças, o quadro Condomínio Legal aborda um tema crucial: a convivência dos pequenos nos condomínios.
Crianças e os Conflitos no Condomínio
As crianças, apesar de trazerem alegria, frequentemente se envolvem em conflitos condominiais. Elas estão presentes na lista dos principais problemas, juntamente com outros fatores como animais de estimação, vazamentos, inadimplência e veículos. A presença de áreas comuns de lazer atrai famílias para os condomínios, mas a convivência harmoniosa requer atenção.
Responsabilidade e Limites
A culpa não é das crianças, mas sim da falta de definição de limites e da responsabilidade dos responsáveis. É preciso que os pais ou responsáveis cumpram as normas condominiais, lembrando que as áreas comuns não são o quintal de suas casas. O barulho excessivo e a segurança das crianças são preocupações importantes. Crianças precisam de espaço para brincar e gastar energia, mas isso deve ocorrer sem prejudicar outros moradores, especialmente com o aumento do trabalho remoto.
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Regras e Acompanhamento
O regimento interno do condomínio deve estabelecer regras claras, como a idade mínima para o uso de áreas comuns e a obrigatoriedade de acompanhamento por um adulto responsável. A segurança das crianças é prioridade, e os porteiros devem ser treinados para não liberar acesso a áreas como saunas para menores desacompanhados. O Estatuto da Criança e do Adolescente considera crianças menores de 12 anos, e os condomínios não são responsáveis por crianças desacompanhadas. Acidentes, problemas de barulho e outros conflitos podem ser evitados com a conscientização e o cumprimento das normas.
Em resumo, a convivência harmoniosa entre crianças e adultos em condomínios exige responsabilidade compartilhada. Regras claras, acompanhamento adequado e respeito mútuo são essenciais para garantir a segurança e o bem-estar de todos os moradores.